A belga InBev vendeu menos cerveja do que o esperado no ano passado nos seus principais mercados, mas a compra da brasileira AmBev, em agosto, levou a um aumento de 60% no volume total.
O volume de vendas da InBev, excluindo a AmBev, cresceu 3,3% no ano e permaneceu estável no quarto trimestre, contrariando previsões de analistas e frustrando as metas da companhia, que eram de 4% a 5%. Analistas esperavam 4,3%.
A AmBev divulgou aumento de 13,8% no volume total de vendas de cerveja, incluindo Américas Latina e do Norte, e crescimento de 19,8% no segmento de refrigerantes. A InBev, que se tornou a maior cervejaria em volume após a compra da AmBev, manteve a previsão de lucros para este ano, em linha com o que conseguiu nos primeiros nove meses do ano. Mesmo assim, as ações tiveram queda de mais de 2% depois da divulgação dos dados.
- Os números foram decepcionantes - disse o analista da KBC Securities, Philippe Rochez. A analista do Morgan Stanley, Alexandra Oldroyd, disse que a InBev se tornou mais cara que suas concorrentes, mas que isso se justifica pois ela ainda tem espaço para crescer em mercados como o Brasil.
As vendas da InBev, em volume, subiram para 156,8 milhões de hectolitros em 2004, comparado com 97,9 milhões em 2003. Os números superam as expectativas de seis analistas consultados pela Reuters, de em média 149,75 milhões de hectolitros. As ações da InBev subiram 45 por cento ano passado, especialmente devido às negociações com a AmBev.