A cervejaria brasileira AmBev, que vai se fundir com a belga Interbrew BR), anunciou que está à procura oportunidades na América Latina, onde já tem operações em vários países.
A quinta maior produtora de cerveja do mundo tem operações na Argentina, Chile, Venezuela, Peru, Paraguai, Uruguai, Equador, Bolívia, Guatemala e República Dominicana.
"Estamos entrando no mercado da Nicarágua (em julho), exportando de uma fábrica na Guatemala", disse Juan Vergara, diretor internacional da AmBev, em entrevista à Reuters.
"Se existir oportunidade na América Latina, estaremos lá, porque a empresa tem posição de caixa saudável o bastante para aproveitar ao máximo qualquer oportunidade", afirmou. O México é o único mercado latino-americano importante em que a AmBev não opera, disse.
"Trata-se de um mercado difícil, mas pode estar certo de que esperamos trabalhar no México um dia", disse Vergara, que estava visitando as operações de cerveja da AmBev em Lima, ainda em construção.
A AmBev e a Interbrew anunciaram em 3 de março sua fusão, para criar a InterbrewAmbev, que se tornará a maior fabricante de cerveja do mundo, superando a Anheuser-Busch, dos Estados Unidos.
A fusão, que ainda precisa de autorização das autoridades regulatórias brasileiras, foi avaliada em 11,5 bilhões de dólares e reunirá marcas de cerveja diversificadas, como Stella Artois, Skol, Brahma e Beck's.
"Assim que a fusão estiver concluída, nossa presença cobrirá do Canadá à Patagônia, com muito espaço para crescimento na América Central, no Caribe e na América do Sul", disse Vergara.
A AmBev está construindo uma fábrica de cerveja de 80 milhões de dólares em Lima, para desafiar a fabricante local dominante, Backus y Johnston , controlada pela Bavaria, uma cervejaria colombiana. Mas o progresso vem sendo lento devido a disputas quanto ao terreno em que a fábrica será construída.
"Já temos toda a maquinaria para a fábrica, e já terraplanamos o local. Mas estamos enfrentando um número infinito de processos, que retardaram o trabalho", disse.
Por lei, a construção não pode começar até que as disputas sejam resolvidas, completou.
Vergara disse que a AmBev espera começar a produzir cerveja em Lima nos últimos três meses deste ano, se as disputas forem solucionadas.
A empresa pretende produzir cerveja a preço competitivo no Peru, algo que segundo Vergara, a AmBev conseguiu em outros países latino-americanos. No momento, a empresa estuda o mercado local para decidir que produtos lançará.