A AmBev anunciou, nesta quinta-feira, um crescimento de 34% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado por melhor performance operacional e queda em despesas financeiras. A companhia obteve lucro líquido de R$ 1,375 bilhão nos três meses encerrados em junho, ante resultado positivo um ano antes de R$ 1,026 bilhão.
No semestre, o lucro líquido subiu 31,5%, para R$ 2,96 bilhões. A receita, segundo o balanço, avançou 15,3%, para R$ 11 bilhões: "Olhando para o segundo semestre, permanecemos cautelosamente otimistas com as perspectivas uma vez que o segundo semestre de 2009 será muito melhor do que antecipávamos no início do ano, principalmente no Brasil, mas ainda assim mais difícil do que o primeiro semestre".
A companhia, que integra a maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Bush InBev, registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 2,367 bilhões, crescimento de 17,9% sobre o segundo trimestre de 2008. A margem subiu de 42,6 para 44,3%. A receita líquida avançou 13,5%, para R$ 5,348 bilhões, impulsionada por aumentos de preços e crescimento de volumes de vendas, que por sua vez foram puxados por expansão orgânica de 7% no Brasil.
No consolidado, a AmBev registrou uma alta nos volumes de cerveja de 4,5% no trimestre passado. No Brasil, a AmBev fechou o trimestre passado com participação média de mercado de 68,3%, 1 ponto percentual maior que no mesmo período de 2008. O custo dos produtos de cerveja vendidos no país caiu 11,8% no trimestre "devido à hedges de moeda e (preços de) commodities mais favoráveis", informou a empresa no balanço.
Já as operações na América do Sul, formadas pela unidade Quinsa, sofrerem queda de 3,5% nos volumes orgânicos, com cerveja recuando 0,7% e refrigerantes caindo 7,5%. Apesar disso, o Ebitda da região cresceu 37,3% contra o ano passado, apoiado por "gerenciamento de receita e por contínuos ganhos nos custos fixos no período". No Canadá, os volumes totais subiram 2,3% no trimestre passado, enquanto o Ebitda teve ganho de 14,1%.
A AmBev fechou o segundo trimestre com um resultado financeiro com despesa líquida de R$ 249,4 milhões, ante gastos de R$ 320,8 milhões um ano antes. A empresa, que foi condenada pelo Cade, no final de julho, a pagar multa recorde de R$ 352,7 milhões por causa de programa de fidelidade de bares lançado no início dos anos 2000, informou que ainda não fez provisões para essa despesa e que pretende recorrer da decisão na Justiça.
A dívida líquida caiu de R$ 7,359 bilhões no final de 2008 para R$ 4,478 bilhões no fim de junho.