A Amazônia brasileira irá receber, ao longo deste ano, investimentos de R$ 24,4 milhões para a pesquisa científica local, segundo informaram o ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo Eduardo Campos, os recursos vão para projetos que visem a qualificar recursos humanos na área de pesquisas, adequar a infra-estrutura na Amazônia, promover o desenvolvimento tecnológico e científico. Ele disse que o objetivo dos 11 editais lançados é criar um ambiente favorável para a consolidação da pesquisa local levado incentivo às vocações regionais, ao desenvolvimento sustentável e ao trabalho com a biodiversidade já existente na região.
O ministro informou, ainda, que as parcerias firmadas, principalmente com o BNDES e a SUFRAMA, será fundamental para viabilizar as ações previstas, que investirão, respectivamente, R$ 8 milhões e R$ 2,25 milhões. Os Fundos Setoriais participarão com R$ 12,2 milhões, a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Digital com R$ 1 milhão, o Governo do Estado do Amazonas com R$ 500 mil e algumas empresas privadas com R$ 450 mil.
A formação e fixação dos recursos humanos no Norte do Brasil ocorrerá por meio de concessões de bolsas, que visa a atender graduados, mestres, doutores e técnicos especializados.
O anúncio representa uma novidade em relação às demais bolsas concedidas no Brasil. Desta vez será permitida a participação de professores e pesquisadores em licença sabática (qualquer período em que se observe interrupção ou suspensão de certas atividades regulares).
- Os editais e encomendas representam um passo imprescindível para a execução do projeto nacional de desenvolvimento e atende à política traçada pelo ministro Eduardo Campos de incentivo ao avanço científico e tecnológico da região amazônica - afirmou Erney Camargo.
Para ele, é importante incentivar a ida de doutores a essas regiões para que as instituições locais se tornem capazes de formar os seus próprios pesquisadores.