A Amazon.com irá lançar seu aparelho de leitura móvel Kindle em mais de 100 países, incluindo a China e a maior parte da Europa, intensificando a briga pelo crescente mercado de livros digitais.
A medida, anunciada nesta terça-feira, dará à maior varejista online do mundo o maior alcance mundial em comparação com seus concorrentes, incluindo sua maior rival, Sony.
O Kindle será vendido a US$ 279 nos Estados Unidos.
No país, por outro lado, a Amazon afirmou que irá baixar o preço do Kindle em 13%, de US$ 299 para US$ 259 dólares, valor mais próximo ao cobrado por suas concorrentes. O novo preço é US$ 100 menor que há um ano.
A Amazon --que considera o Kindle um dos principais motores de seu crescimento-- afirmou que serão disponibilizados mais de 200 mil livros em inglês, de diversas editoras, além de 85 jornais e revistas do mundo inteiro na versão internacional do aparelho. As encomendas pelo dispositivo começarão a ser despachadas a partir do dia 19 de outubro.
– Nosso objetivo com o Kindle é ter todos os livros já publicados (na história), tanto aqueles que ainda estão sendo impressos quanto aqueles esgotados, em todas as línguas, disponíveis em 60 segundos –, disse o presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos.
– Esse é um objetivo de muitas décadas –, afirmou, em visita a escritório do Kindle da cidade de Cupertino, no Vale do Silício.
Analistas têm refletido sobre a probabilidade de a Amazon desenvolver um Kindle como um tablet, tipo de computador portátil, para enviar emails e mensagens de texto e navegar na Internet, como rival para um aparelho parecido que pode estar sendo desenvolvido pela Apple.
Bezos, no entanto, reiterou que sua intenção é otimizar a experiência de leitura, afirmando que a empresa não aceita fazer concessões, seja incluindo telas touchscreen ao aparelho, o que afeta a legibilidade, ou telas de computador que usem muita bateria.
Ao mesmo tempo, a Amazon busca disponibilizar livros digitais para o Kindle para outros aparelhos. Atualmente, além do Kindle, esses livros também podem ser acessado no iPhone ou no iPod Touch.
– Queremos que se possa ler seus livros para Kindle no laptop e em smartphones, ou qualquer outra plataforma bem estabelecida no mercado –, disse Bezos. Ele afirmou ainda que, "em princípio", não é contra a disponibilização das obras em produtos de rivais, como o da Sony, mas que atualmente estão focados em dispositivos com uma "grande base (de mercado) já estabelecida".