O delegado Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, descartou, nesta terça-feira, a possibilidade de haver uma nova guerra do tráfico entre a Rocinha e o Vidigal após as prisões do traficante Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu, e de Lino Ramalheira de Abreu, que trabalhava como piloto de helicóptero para o Cegoa.
Embora Álvaro Lins tenha dito que o reforço do policiamento na área seja necessário, ele praticamente descartou a possibilidade de um revide à ação da polícia por parte de traficantes.
Um dos bandidos mais procurados do Rio, o traficante Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu da Rocinha, foi preso em Saquarema, na Região dos Lagos, duas horas antes da passagem de ano, por policiais da 15ª DP (Gávea). O criminoso, que estava desarmado e sem documentos, foi preso por policiais que alugaram um apartamento no mesmo prédio onde residia uma das namoradas do traficante, identificada como Priscila.
Desde o Natal os policiais aguardavam o aparecimento de Dudu, que foi preso por volta das 22h ao desembarcar de um táxi na frente do prédio. Para o secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, que percorreu as favelas da Rocinha e do Vidigal na última semana, inspecionando o policiamento montado para o Réveillon, "a prisão de Dudu é uma grande vitória da polícia do Rio e eleva para 74 o total de chefes do tráfico presos nos últimos dois anos, período em que foram realizadas mais de 42 mil prisões em todo o Estado".