Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Álvaro Lins depõe na Alerj

Sábado, 09 de Agosto de 2003 às 07:15, por: CdB

Em depoimento à Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sobre as denúncias contra o secretário estadual de Esportes, Chiquinho da Mangueira, o chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, disseque o agente penitenciário Odinei Fernando - que depôs contra o secretário - não pôde assumir o cargo de inspetor após prestar concurso porque respondia na Justiça a dois inquéritos por homicídio.

Odinei é uma das testemunhas que prestaram depoimento à Comissão de Segurança Pública da Alerj sobre o grande número de visitas do secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, aos traficantes da Mangueira Tuchinha e Polegar, presos em Bangu 4.

No entanto, o deputado estadual Carlos Minc (PT), que faz parte da comissão, alegou que a participação de Odinei no concurso foi impugnada depois do prazo permitido.

- Recebemos denúncias anônimas na comissão de que as testemunhas estariam sofrendo perseguição. Apenas duas aceitaram depor. As outras estão com medo de represálias. Um advogado entrou na Justiça com um mandado de segurança contra essa impugnação - relatou Minc.

No mandado, o advogado Luiz Paulo Viveiros de Castro exige a nomeação imediata de Odinei Fernando para o cargo de inspetor. Segundo o advogado, o agente não responde a processo judicial porque nunca foi denunciado pelo Ministério Público. Carlos Minc informou ainda que explicou ao delegado Álvaro Lins a importância de se ter esses depoimentos, já que o livro com os registros de visitação em Bangu 4 foi queimado. O secretário Francisco de Carvalho presta depoimento na Alerj na sexta-feira.

Em maio, Chiquinho foi acusado pelo ex-comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar (São Cristóvão), tenente-coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, de ter lhe procurado pedindo trégua ao tráfico de drogas no Morro da Mangueira. O secretário negou o pedido, explicando que apenas pediu um maior cuidado dos policiais militares nas incursões feitas no morro especificamente nos horários de entrada e saída escolar, quando há grande movimentação de crianças.

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