Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Alvaro Dias cobra reação mais afirmativa de Lula a respeito das Farc

Segunda, 04 de Agosto de 2008 às 15:39, por: CdB

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) cobrou nesta segunda-feira uma reação mais afirmativa e dura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito do suposto envolvimento de ministros do seu governo e de membros do seu partido com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conforme denúncia apresentada em reportagem da revista colombiana Cambio.

- O repúdio do presidente Lula deveria ser mais vigoroso, deveria ser explicitado de forma virulenta, como um clamor brasileiro contra a violência das Farc na Colômbia. Se o presidente Lula se posicionar desta forma, eu elimino qualquer dúvida em relação ao comportamento do seu governo. Enquanto não agir dessa forma, sinto-me no direito de ter dúvidas. O presidente da República não pode aceitar o carimbo de líder de um braço avançado dessa organização criminosa no Brasil - afirmou.

Alvaro Dias defendeu a manutenção da rotina de trabalho do Senado durante a campanha eleitoral nos municípios. Para o senador, não há motivos para o estabelecimento de períodos de recesso branco ou de esforço concentrado. Ele assinalou que apenas três senadores estão concorrendo a cargos municipais e que os demais poderiam se dedicar às eleições nos finais de semana. Ele destacou o trabalho de fiscalização do Poder Executivo, que deve ser exercido pelo Senado Federal.

Alvaro Dias disse que o Senado não pode ignorar os vários escândalos, recentes e antigos, e elogiou a eficiência da Polícia Federal (PF) nas várias investigações. Ele afirmou que prefere defender a independência da PF apesar dos métodos utilizados, a espetacularização e os eventuais exageros. O senador afirmou também que no caso Daniel Dantas não há como não concluir que houve uma "operação abafa" para proteger figuras ilustres e que colocou sob suspeição a independência da PF.

O senador ainda lembrou o escândalo da venda da Varig e da VarigLog, onde foram constatados tráfico de influência, organização de quadrilha e enriquecimento ilícito. Alvaro Dias classificou a operação como "nebulosa e com características visíveis de ilegalidade". Na avaliação do senador, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já deveria ter tomado providências diante da afronta à legislação que sustenta a venda das empresas.

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