Alunos do núcleo avançado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, em Quissamã, desenvolveram o primeiro carregador solar ecológico para celulares da instituição.
O projeto foi elaborado pelos estudantes Ana Arzelina Barreto Rangel, Aristóteles Amorin dos Santos e Tatiana Magaldi dos Santos, do curso de Eletrotécnica, com orientação dos professores Alcemir Gama de Oliveira, Anthone Mateus Magalhães Afonso e Sérgio Inácio da Rosa.
O sistema é formado por placas solares que transformam energia solar em energia elétrica; baterias que acumulam esta energia e controladores de carga para otimizar o sistema, ou seja, para proteger as baterias contra sobrecarga e descarga. Atualmente, os próprios alunos podem carregar seus celulares a partir do novo sistema.
Trata-se de uma pesquisa institucional, mas cujo modelo pode ser ampliado, já que está relacionada a uma energia ecologicamente correta.
– Entre as vantagens, estão a não produção de poluição, o funcionamento simples e confortável, a geração de energia mesmo em dia nublado, sistema compacto e com autorrendimento, além de não possuir partes móveis, manutenção quase inexistente e combustível gratuito –, explicam os alunos pesquisadores.
O funcionamento do sistema é bem simples: quando o sol brilha sobre as placas (módulo solar), há produção de corrente elétrica. Os condutores levam a eletricidade até o controlador de carga que ela dirige às baterias para carregá-las. A bateria acumula a eletricidade para uso diurno ou noturno.
De acordo com os alunos, os controladores de cargas enviam corrente aos aparelhos de mesma tensão como, por exemplo, os celulares. Os inversores – equipamentos que funcionam em corrente alternada (127V/220V) – devem ser ligados diretamente nas baterias e enviam corrente aos aparelhos de tensão diferentes. Veja o sistema de instalação.
Inicialmente, o sistema, um equipamento de laboratório para as aulas de energia solar, era utilizado para acender duas lâmpadas. Foi quando o diretor da unidade, Marcos Maciel, reuniu os professores e alunos com a idéia de dar mais utilidade ao sistema.
A inovação não está no equipamento em si, mas na ponta dele onde, ao invés das duas lâmpadas, foram instaladas seis tomadas que hoje são utilizadas para carregar celular.
– Queríamos dar utilidade ao sistema, que ainda continua sendo usado como material didático. É uma tomada normal, que pode ser usada para ligar outros aparelhos. Há pouco tempo faltou luz na escola e o sistema carregou uma lâmpada por três horas e meia –, conta o diretor.
A idéia agora é disseminar o conceito de utilização da energia solar entre a população e fazer uma cartilha para que comerciantes e empresas também se interessem pelo modelo.