Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Aluno mata oito e se suicida em escola na Finlândia

Quarta, 07 de Novembro de 2007 às 19:54, por: CdB

Um jovem armado deixou pelo menos oito mortos e dez feridos ao abrir fogo nesta quarta-feira durante uma aula na Escola Secundária Jokela, no sul da Finlândia. De acordo com testemunhas, ao disparar os tiros, o estudante de 18 anos de idade gritou "este é o início da revolução".

Depois de matar sete estudantes (cinco meninos e duas meninas) e a diretora da escola, o aluno armado tentou se suicidar, vindo a falecer horas depois, no hospital.

Antes do incidente, o atirador postou diversas mensagens no site YouTube em que indicava uma fascinação por armas e por uma ideologia de extrema-direita.

Segundo a agência de notícia Reuters, um vídeo colocado no YouTube nesta quarta-feira já sugeria um possível massacre na escola.

O vídeo mostra uma foto de uma escola que parece ser a mesma. Em seguida, a foto se fragmenta e revela a imagem, tingida de vermelho, de um homem que aponta um revólver para a câmera.

'Pelas janelas'

Depois do incidente, o prédio da escola foi cercado por policiais e ambulâncias. O professor Kim Kiuru disse que, pouco antes do almoço no horário local (cerca de 8h, no horário de Brasília), ouviu um anúncio da diretoria para que todos permanecessem nas classes.
 
— Fiquei no corredor para ouvir mais instruções e tranquei a porta da minha classe —, disse Kiuru a uma emissora de rádio.

— Pouco depois, vi o homem armado correndo com o que parecia ser um revólver pequeno, na minha direção. Eu corri no sentido oposto —, completou.

O professor disse que, ao deixar o prédio, viu o corpo de uma mulher. Kiuru teria então gritado para que seus alunos pulassem pelas janelas.

— Todos os meus alunos foram salvos —, afirmou.

A escola, que fica em uma cidade localizada a cerca de 50 quilômetros da capital, Helsinque, tem mais de 400 alunos entre 12 e 18 anos de idade.

O incidente desta quarta-feira foi o primeiro episódio do tipo já registrado em uma escola finlandesa.

A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, se disse chocada com o ocorrido. O governo declarou estado de emergência

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