Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2026

Aluno ganhará dinheiro ao passar de ano

Secretária de Renda e Cidadania, Rosani Cunha, anunciou nesta sexta-feira que o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome quer premiar em dinheiro - a proposta é de R4 204 por ano - os alunos do Ensino Fundamental (da 5ª a 8ª series) que passarem de ano. (Leia Mais)

Sexta, 18 de Maio de 2007 às 13:23, por: CdB

A secretária de Renda e Cidadania, Rosani Cunha, anunciou nesta sexta-feira que o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome quer premiar em dinheiro - a proposta é de R4 204 por ano - os alunos do Ensino Fundamental (da 5ª a 8ª series) que passarem de ano.

A idéia da premiação surgiu depois que o governo teve acesso aos índices de reprovação escolar. A pesquisa mostra que os filhos de quem recebe o Bolsa Família apresenta os maiores índices de reprovação do que entre os estudantes pobres cujos os pais não ganham o benefício.

No país, a média ficou em 0,39% entre as famílias com renda familiar per capita de até R$ 100 por mês, e 0,34% entre as mais pobres, com renda mensal de até R$ 50 por pessoa. Entre os
estudantes do Norte e do Centro-Oeste, a variação foi ainda maior: 11%.

Outra constatação: quem recebe dinheiro do Bolsa Família gasta mais com alimentos, material escolar, vestuário, cigarros e bebidas alcoólicas do que quem é igualmente pobre, mas não recebe o benefício.

No país, os gastos a mais com alimentação vão de R$ 278,12 a 388,22 por ano. No Nordeste, única região em que foram constatadas mais despesas com fumo e bebidas, os beneficiados gastam R$ 50,74 a mais, por ano, com bebidas alcoólicas e cigarros.

No Sul e Sudeste, de acordo com a pesquisa, a população atendida pelo Bolsa Família tem despesas domiciliares menores: gasta R$ 601,60 por ano a menos do que as famílias pobres que não ganham o benefício.

Rosani Cunha salientou que os filhos dos beneficiários foram mais reprovados na escola, mas tiveram também índice maior de freqüencia e menor de evasão. Nos lares que ganham o repasse, há maior número de trabalhadores.

A pesquisa comparou as despesas da população atendida e não-atendida pelo programa de transferência de renda do governo federal. Foram considerados gastos em alimentação, habitação, transporte, higiene, saúde, educação, vestuário, fumo, bebidas alcoólicas e outras despesas.

De um lado, os pesquisadores analisaram os gastos e a realidade de quem recebe o Bolsa Família. De outro, somaram as despesas de quem não recebe. A comparação levou à constatação de quem gasta mais e com o quê. O objetivo é verificar o impacto do Bolsa Família no cotidiano das famílias pobres.

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