Apesar do aumento do emprego formal registrado no país, ainda há um alto número de desempregados, o que pressiona o mercado a oferecer rendimentos mais baixos, relações de trabalho ruins e curta duração de contratos. A avaliação foi feita pelo economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Paulo Jager.
Na véspera, o Ministério do Trabalho informou que em junho deste ano foram criados 309.442 postos de trabalho, número recorde não apenas para o período como para todos os meses desde o início da série histórica em 2003.
- Estamos na trajetória correta. Precisamos manter esse crescimento econômico e do emprego por vários anos, para que tenhamos de fato uma situação boa no mercado de trabalho - disse Jager.
O economista enfatizou que, sem crescimento econômico, o investimento em qualificação profissional e melhorias nas regras do mercado de trabalho não são determinantes para o aumento do emprego.
- Não podemos pisar no freio, a gente corre o risco de desfazer o crescimento que tivemos nos últimos anos - afirmou.