Embaixador de Cuba no Brasil, Pedro Juan Nuñes Mosquera avalia que a proposta de criação da Alternativa Bolivariana para América Latina e Caribe (ALBA) poderá ser discutida entre os países que participam da 4º Cúpula das Américas, a partir desta quarta-feira.
- Uma proposta de que haja uma interação não meramente como um elemento comercial. Se você olha os esquemas de integração que temos tido na América Latina até agora, o componente fundamental é comercial. Isso acontece com todos e, no caso da Alba, é diferente, tem um componente comercial solidário - afirma.
A Alba pretende ser uma alternativa à criação da Área de Livre Comércio para as Américas (Alca), discutida desde 1994.
- Não se pode ter área de livre comércio quando não tem garantia de acesso a mercados, devido a isso o tema (da 4ª Cúpula das Américas) é a criação de empregos para o desenvolvimento de nossos países - diz o embaixador.
Ele também destaca a marcha organizada pelos movimentos sociais em um encontro paralelo à Cúpula. Além de criar o que eles chamaram de uma "mobilização continental", haverá uma manifestação contra a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Cúpula.
- Nos últimos 20 anos de neoliberalismo o custo para a América Latina tem sido muito grande, o desemprego tem crescido, a fome e a miséria têm crescido. Os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos mais ricos. Acho que os povos não suportam mais - diz.
A 4º Cúpula das Américas vai reunir 34 chefes de Estado e tem como tema a criação de trabalho para enfrentar a pobreza e fortalecer a governabilidade democrática. Paralelamente à 4ª Cúpula das Américas, será realizada a 3ª Cúpula dos Povos da América.