Rio de Janeiro, 05 de Maio de 2026

Altas isoladas não preocupam técnicos

Terça, 11 de Outubro de 2005 às 10:43, por: CdB

Para os especialistas, há algumas altas isoladas de produtos agropecuários como carnes bovina e de frango, mas elas tendem a ser atenuadas pela taxa de câmbio, que, dizem eles, não deve sofrer grandes alterações nos próximos meses.

- Essa pressão altista, por conta da alta de preços em dólar (no caso do frango), deve se mitigada por uma taxa de câmbio que não tem espaço para subir muito - declarou o sócio-diretor da MS Consult Fábio Silveira.

Enquanto prevê uma taxa de câmbio média de R$ 2,45 para 2005, a MS Consult estima um dólar médio de R$ 2,50 reais para o ano que vem.

Por outro lado, a carne de frango, segundo o economista da Fipe, é um dos poucos produtos agropecuários que, "apesar da desvalorização cambial, conseguiu ter ganho real em reais". Esse item fechou com alta de 9,47% no IPC de setembro, em relação ao preço de agosto, e acumula valorização de 6,95% nos últimos 12 meses.

Já a carne bovina começou a registrar alta em meados de setembro, por um problema de redução de oferta, após o intenso abate de animais que atingiu até matrizes. O pesquisador do IEA lembra que o quilo da carne (peça dianteira) subiu de R$ 4 para R$ 5 desde 15 de setembro, seguindo a valorização da arroba, que fechou em R$ 60 na última sexta-feira.

- E vai subir para 65 reais até o final do ano, e possivelmente vai puxar outras carnes... A hora que começar a mudar, aí a participação de alimentos no índice de custo de vida começa a ser positiva. E eu acredito que estamos no limiar para pular para o patamar positivo - declarou o professor Nelson Batista Martin, do Instituto de Economia Agrícola (IEA)

Tags:
Edições digital e impressa