Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Alta nos preços desacelera nas principais capitais brasileiras

Segunda, 05 de Maio de 2014 às 12:59, por: CdB
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A desaceleração foi puxada pela queda no preço dos alimentos
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou abril com avanço de 0,77%, desacelerando ante alta de 0,85% em março, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador ainda ficou apenas 0,01 ponto percentual abaixo da leitura da terceira quadrissemana do mês. Na comparação com a terceira quadrissemana de abril, o destaque ficou para o grupo Alimentação, cuja alta desacelerou para 1,42% ante 1,63%. Nesta classe de despesa, a FGV destacou o item hortaliças e legumes, cuja taxa atingiu 3,76% ante 7,94% na terceira apuração do mês. Os cinco itens com maior impacto sobre o índice foram batata-inglesa (23,64%), refeições em bares e restaurantes (0,72%), leite do tipo longa vida (6,41%), tarifa de eletricidade residencial (1,3%) e condomínio residencial (1,09%). Os que apresentaram as menores taxas foram passagem aérea (-29,31%), tomate (-6,31%), show musical (-2,22%), laranja-pera (-4,96%) e maçã (-2,84%). Com a alta recente nos preços de alimentos, a inflação permanece em patamares elevados. Investidores também mantém o sinal de alerta ligado devido à pressão nos preços de serviços e administrados, em especial da energia elétrica, e aguardam a divulgação na sexta-feira dos dados de abril do IPCA. Diante do cenário de inflação pressionada, o Banco Central há um ano vem elevando a Selic, que atualmente está em 11%. A inflação medida pelo IPC-S registrou aumento em quatro capitais. Apesar disso, a queda verificada em três capitais fez com que o índice geral caísse de 0,78%, na semana encerrada em 22 de abril, para 0,77%, na que terminou no dia 30 do mesmo mês. Em Salvador, Belo Horizonte, no Recife e no Rio de Janeiro, a inflação foi mais alta na última semana do mês passado. A maior alta foi em Salvador, onde a inflação subiu 0,22 ponto percentual, de 0,44% para 0,66%. Na composição do indicador, pesaram mais para a aceleração da inflação os transportes e a classe saúde e cuidados pessoais. O grupo saúde e cuidados pessoais também foi relevante na alta da inflação no Rio de Janeiro e no Recife, cidades em que a taxa fechou abril com 0,73% e 1,09%, respectivamente. Em Belo Horizonte, foram habitação e vestuário que elevaram os indicadores com maior força. A capital mineira registrou inflação de 1,03%. A menor inflação entre as sete capitais foi registrada em São Paulo, de 0,59%, após queda de 0,08 ponto percentual em relação à semana anterior, movimento que foi puxado por alimentação e transportes. Porto Alegre e Brasília também tiveram redução da inflação. Na capital gaúcha, o índice desceu de 1,11% para 0,99%. Em Brasília, o IPC-S teve retração de 0,86% para 0,68%.
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