Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 6,8 milhões de barris na última semana, para 335,1 milhões de barris, informou a Administração de Informação de Energia (AIE) nesta quarta-feira. Já os estoques de gasolina recuaram em 1,1 milhão de barris, para 224,8 milhões de barris. As reservas de derivados caíram 2,7 milhões de barris, para 131,4 milhões. O informe foi suficiente para fazer com que o preço da commodity na Bolsa de Nova York em mais de US$ 1 nesta quarta-feira. Na Nymex, os contratos com entrega em abril caíam US$ 1,05, para US$ 60,53 por barril
Limite próximo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) concordou nesta quarta-feira em manter a produção de petróleo perto do limite para conter os preços e preencher eventuais lacunas no abastecimento. Mas uma ameaça do Irã de revisar suas exportações deixou as perspectivas nebulosas. O Irã fez o alerta à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada às Nações Unidas, apesar de o ministro do Petróleo do país estar ao lado de colegas da Opep para discutir produção, desequilíbrios nas exportações de Nigéria e Iraque e os preços acima de 60 dólares por barril.
O ministro Kazem Vaziri emitiu nota mais suave, dizendo:
- Não temos intenção de reduzir nada das nossas exportações.
O presidente da Opep, Edmund Daukoru, confirmou que não haverá mudança no teto de produção de 28 milhões de barris por dia, fixado desde julho de 2005, apesar de previsões de menor demanda nos próximos meses. A Opep, responsável por quase um terço do petróleo mundial, comprometeu-se em garantir amplo abastecimento.
- Se nós enviarmos o sinal errado, os preços podem sair do controle. Então resolvemos por um prolongamento - disse Daukoru, que também é o ministro nigeriano do Petróleo.
Na AIEA, o tom ficou mais duro nas negociações a respeito dos trabalhos de enriquecimento de urânio do Irã. Javad Vaeedi, vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que o país teria de revisar suas políticas de petróleo caso a pressão crescesse. Na Nigéria, oitava maior fornecedora mundial de petróleo, ataques rebeldes reduziram as exportações em 11 milhões de barris desde o início do ano. O Iraque está em crise e os preços do petróleo são os maiores em termos reais em 25 anos.