Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Alta no preço da gasolina pressiona níveis inflacionários no país

Segunda, 16 de Dezembro de 2013 às 12:10, por: CdB
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Petrobras assume a diferença entre o preço de importação de diesel e gasolina
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado nesta segunda-feira, apresentou alta de 0,75%, na segunda prévia de dezembro, ante 0,72%, na apuração anterior. O cálculo, feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que quatro dos oito grupos pesquisados apresentaram acréscimos com destaque para o de transportes (de 0,28% para 0,67%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calcula a inflação pelo reajuste de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais. Sua pesquisa de preços se desenvolve diariamente, cobrindo sete das principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. A versão semanal do IPC – denominada IPC-S – segue metodologia de coleta quadrissemanal, com encerramento em datas pré-estabelecidas (7, 15, 22 e 31). Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento. A elevação divulgada nesta segunda-feira, correspondente a 0,75%, foi provocada pelo reajuste da gasolina (de 0,61% para 2,17%). Esta elevação está embutida no grupo de transportes (que subiu de 0,28% para 0,67%). No entanto, a maior taxa do período foi registrada no grupo alimentação (de 0,96% para 1,02%). As demais classes de despesas com aumentos em índices superiores aos da primeira prévia do mês são: educação, leitura e recreação (de 0,70% para 0,98%); alimentação (de 0,96% para 1,02%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,42% para 0,46%). Nos grupos restantes os preços subiram com menos intensidade. Em habitação (de 0,80% para 0,66%); comunicação (de 0,93% para 0,48%); vestuário (de 0,83% para 0,71%) e despesas diversas (de 1,09% para 0,87%). Os principais aumentos foram: gasolina (de 0,61% para 2,17%); aluguel residencial (de 1,01% para 1,07%); passagem aérea (de 19,20% para 18,92%); tarifa de eletricidade residencial (de 2,58% para 1,72%) e tomate (de 14,97% para 16,06%). IGP-10 estável Já o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) aumentou 0,44% em dezembro, repetindo o resultado de novembro. Em dezembro do ano passado, o índice teve variação de 0,63%, segundo dados da FGV também divulgados nesta manhã. O IGP-10 calcula a inflação com base nos preços coletados entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. Com o resultado de dezembro, a taxa acumulada de 2013 chega a 5,39% - mais de 2 pontos percentuais abaixo da verificada em 2012 (7,42%). Entre os componentes do IGP-10, o Índice de Preços ao Consumidor foi o que teve maior variação (0,68%), com cinco das oito classes de despesas em alta. Transportes foi o item que registrou maior elevação (de -0,06% em novembro para 0,41% em dezembro) puxado pelo item gasolina. Habitação, vestuário, comunicação e despesas diversas também subiram, enquanto alimentação, saúde e cuidados pessoais e educação, leitura e recreação registraram queda. O Índice Nacional de Preços ao Produtor Amplo, outro componente do IGP-10, teve variação de 0,38% no último mês de 2013, abaixo dos 0,40% de novembro. As matérias-primas brutas lideraram a alta nesse indicador, com 0,80%, mas desaceleraram em relação a novembro, quando subiram 1,32%. A perda do ritmo deve-se principalmente ao minério de ferro, às aves e aos suínos. Os bens intermediários avançaram 0,24%, e os bens finais, 0,38%, ambos influenciados pelo subgrupo dos combustíveis. O terceiro indicador componente do IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,26% em dezembro, também abaixo de 0,32% de novembro.
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