Uma mulher ainda morre a cada minuto na gravidez ou no parto, enquanto a cada 60 segundos 20 crianças são vítimas fatais de doenças de fácil prevenção, informou a Organização Mundial de Saúde nesta quinta-feira.
A agência da ONU informou que a situação para futuras mães e bebês piorou desde a década de 1990 em dezenas de países, particularmente na África Subsaariana, desafiando os avanços da medicina.
- Apesar de muitos trabalhos realizados ao longo dos anos, 10,6 milhões de crianças e 529 mil mães ainda estão morrendo todos os anos, a maioria de causas evitáveis - disse a OMS em seu relatório anual intitulado "Make Every Mother and Children Count" (Faça Cada Mãe e Criança Valer).
Seguindo o ritmo atual, alguns países da África podem levar outros 150 anos para alcançar as metas da ONU para redução da mortalidade materna, de acordo com autoridades.
A OMS pediu investimentos adicionais de 9 bilhões de dólares anuais na saúde materna e das crianças, incluindo programas para combater a desnutrição e doenças que podem ser evitadas.
Pneumonia, diarréia, malária, sarampo, Aids e indisposições neonatais são as principais causas de morte de crianças de menos de cinco anos de idade. Nesse dado está incluído mais de 4 milhões de recém-nascidos que morrem antes de completar um mês de vida.
Cerca de 68 mil mortes maternas, ou cerca de 10 por cento, são atribuídas a abortos inseguros, a maioria em países pobres.
- Se você olhar de outra forma, morre uma mulher por minuto na gravidez ou no parto, e 20 crianças com menos de cinco anos morrem mesmo minuto, isso em todo o mundo - disse Denis Aitken, um importante representante da OMS, durante entrevista coletiva em Genebra.
Entre os países que registram crescimento nas taxas de mortalidade materna, infantil e de recém-nascidos, estão Quênia, Ruanda, Suazilândia, Turcomenistão, Zâmbia e Zimbabué.