A alta no preço do petróleo, que vem sendo provocada pela intensificação da tensão entre Estados Unidos e Iraque e pela crise política na Venezuela, pode dificultar o controle da inflação e evitar que a taxa de juros inicie, em breve, uma trajetória consistente de queda. A afirmação consta da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando os juros foram elevados de 25% para 25,5% ao ano. Segundo avaliação do Copom, além de dificultar o controle da inflação, a alta do preço do petróleo e o cenário internacional mais adverso podem colocar "novos obstáculos à execução de políticas fiscais e monetárias expansionistas para estimular as economias". A ata destaca que as bolsas de valores vêm refletindo essas inquietações e, "com os fracos resultados corporativos, não retomaram a trajetória de alta". Com relação à Argentina, o Copom avaliou que o fechamento do acordo provisório com o FMI (Fundo Monetário Internacional) envolve apenas o refinanciamento de dívidas vencidas e a vencer com o FMI, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Bird (Banco Mundial), sem significar novos desembolsos de recursos para o país.
Alta do petróleo pode dificultar queda dos juros, diz BC
A alta no preço do petróleo, que vem sendo provocada pela intensificação da tensão entre Estados Unidos e Iraque e pela crise política na Venezuela, pode dificultar o controle da inflação e evitar que a taxa de juros inicie, em breve, uma trajetória consistente de queda.
Quarta, 29 de Janeiro de 2003 às 12:41, por: CdB