A Alta Corte britânica rejeitou nesta quinta-feira o pedido da família de Jean Charles de Menezes para que os policiais responsáveis pela morte do brasileiro fossem processados individualmente. O brasileiro foi morto pelos policiais depois de ter sido confundido com um homem bomba em julho de 2005, em Londres.
O recurso impetrado pela família de Jean Charles em outubro contestava a decisão da Procuradoria-Geral britânica de não processar nenhum dos 15 policiais envolvidos na ação por considerar que não havia indícios suficientes para isso.
A Procuradoria-Geral decidiu em julho processar apenas a Polícia de Londres, como um todo, por violações das leis de segurança e saúde, por não ter oferecido proteção adequada a Jean Charles no dia em que ele foi morto.
- Não vimos nada que apoie a sugestão de que o exercício (da promotoria) apresentasse qualquer predisposição a um resultado específico ou que o caso não foi avaliado com justiça -, disseram os juízes.
Patricia Armani da Silva, prima de Jean Charles, classificou a decisão como "vergonhosa".
- Continuaremos a lutar por justiça até que alguém seja responsabilizado pela morte do meu primo -, disse ela.
Os advogados da família disseram que vão apelar à Câmara dos Lordes, a última instância da Justiça britânica. Jean Charles, então com 27 anos, recebeu sete tiros na cabeça dentro da estação de Stockwell, no sul de Londres, durante uma operação policial em 2005.