Insatisfeito com o ambiente da McLaren, o bicampeão mundial Fernando Alonso teria fornecido propositalmente as novas evidências contra o time inglês no caso de espionagem contra a Ferrari. De acordo com o jornal espanhol As, Alonso facilitou o trabalho dos dirigentes, que no próximo dia 13 podem aplicar uma severa punição à equipe prateada.
De acordo com a publicação, outro fator motivador para Alonso tomar esta atitude é que a FIA ameaçou tirar sua superlicença caso ele não colaborasse com as investigações. O piloto então mandou todas as informações em uma sexta-feira. Na quarta-feira, o Conselho Mundial optou por se reunir de novo para discutir o caso, convocando os três pilotos da equipe.
Reserva do time, Pedro de la Rosa também teria colaborado com a FIA. Segundo a revista alemã Auto Motor und Sport, o piloto de testes conhecia toda a documentação sobre os carros da Ferrari obtida de forma ilegal por conta de sua boa relação com Mike Coughlan, ex-chefe projetista da McLaren, que recebeu os dados de Nigel Stepney, ex-chefe dos mecânicos do time italiano.
Se ficar provado que os pilotos sabiam da espionagem, a McLaren pode se complicar muito, já que sempre baseou sua defesa na alegação de que tudo não passou de uma atitude isolada do seu então funcionário. O time pode perder todos os pontos obtidos em 2007 e até mesmo ser excluído da categoria.
Alonso, por sua vez, também não teria muito a perder entregando sua equipe. De acordo com a imprensa espanhola, ele tem chances de fechar com a Ferrari (apesar de isso depender de complicações no contrato de Felipe Massa), Renault e Toyota, que teria oferecido um cheque em branco ao bicampeão mundial.