O primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, disse na terça-feira que as eleições marcadas para 30 de janeiro poderiam durar duas ou três semanas para que todos tenham a chance de votar em segurança.
Em uma entrevista para o jornal de Genebra Le Temps, Allawi insistiu que a votação aconteceria, conforme planejado, no final do próximo mês, apesar do contínuo banho de sangue.
Mas para que todas as tribos e os grupos religiosos do Iraque possam participar de forma segura, as eleições poderiam ser escalonadas, com as diferentes províncias indo às urnas em datas diferentes, disse ele.
"Isso permitiria que medidas de segurança adequadas fossem implementadas", disse Allawi ao jornal.
Allawi comentou as considerações do enviado especial das Nações Unidas, Lakhdar Brahimi, que acredita que será difícil votar se a violência continuar.
"A data de 30 de janeiro está marcada. As pessoas podem ter suas opiniões...mas as eleições vão acontecer", disse ele.
Ele disse que a calma reina em 14 ou 15 das 18 províncias iraquianas e que em muitas das áreas problemáticas, como a cidade de Sard em Bagdá e a de Najaf, mais ao sul, o trabalho de reconstrução já está sendo feito.
Ele acrescentou que as eleições serão livres e justas e que observadores estrangeiros poderão acompanhar todas as fases do voto.