Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Alimentos também puxam inflação para cima em Salvador e Recife

Quinta, 03 de Janeiro de 2008 às 14:30, por: CdB

O grupo Alimentação, que no ano passado puxou para cima a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), também influenciou de modo particular as taxas registradas em Salvador (BA) e no Recife (PE).

No ano, as cidades acumularam variações de 5,38% e 4,94%, respectivamente. Acima, portanto, da média nacional do IPC-S: 4,60%.

Segundo o economista da entidade André Braz, em Recife e Salvador, a taxa de variação do grupo Alimentação subiu um pouco acima da média das outras capitais.

— Como alimentação, nessas cidades, tem um peso maior, a influência desses efeitos nas duas regiões foi um pouco mais forte. Com isso, a taxa de variação ficou acima da média —, disse.

— Certos alimentos têm um peso maior na cesta de consumo das famílias nessas cidades. Então, mesmo com variações de preço muito próximas, o destaque na composição do índice é mais forte nessas duas regiões —, acrescentou.

O IPC-S Capitais, divulgado nesta quinta-feira pela FGV, revela que três das sete capitais pesquisadas tiveram aumento nas taxas da semana encerrada em 31 de dezembro de 2007, quando o indicador ficou em 0,70%.

São elas: Recife, que passou de 0,93% na semana anterior para 1,14%; Salvador (de 1,03% para 1,12%) e Rio de Janeiro (de 0,48% para 0,58%).

A menor taxa foi registrada em Porto Alegre (RS): 0,26%, mostrando queda em relação à semana anterior (0,36%).

— Porto Alegre antecipou alguns reajustes que outras cidades só captaram depois —, disse Braz.

Na média do acumulado do ano, o aumento dos alimentos nas sete capitais pesquisadas ficou próximo. As maiores altas foram em Recife (11,67%), Belo Horizonte (11,24%) e São Paulo (11,13%). As menores foram encontradas em Brasília (8,41%), Porto Alegre (9,47%), Rio de Janeiro (9,86%) e Salvador (10%).

Segundo o economista, o grupo Alimentação deverá continuar impactando a inflação em todas as capitais, embora haja uma tendência de desaceleração.

— Alimentação vai continuar sendo destaque, mas a variação não deve apresentar altas mais intensas. Ela deve continuar  positiva, mas com decréscimo semana após a outra, porque os efeitos da entressafra da carne bovina começam a ceder. Isso abre espaço para uma redução na taxa de variação do grupo —, disse.

Braz destacou, ainda, que as pressões nos preços dos alimentos in natura observadas até a primeira  quinzena de dezembro já  começaram a ceder.

— É possível, então, que a taxa apresente desaceleração —, disse.
 
Pelo que revelam as primeiras apurações de 2008, o economista avalia que a maior pressão será das mensalidades escolares.

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