O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,19% na segunda quadrissemana de setembro, ante alta de 0,10% na abertura do mês, segundo o informe de quarta-feira da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os preços do grupo Alimentação apresentaram, novamente, o maior avanço do período, de 1,17%. Mas a alta da segunda quadrissemana foi menor do que a verificada na primeira, quando os preços do grupo subiram 1,42%.
Os custos com Habitação e Vestuário caíram 0,27% e 0,61%, respectivamente, nesta segunda leitura do indicador. Os preços na categoria Saúde também apresentaram recuo, com alta de 0,37%, contra 0,56% na leitura anterior. Na categoria Transportes, os preços ficaram estáveis, após ligeira deflação de 0,08% na quadrissemana anterior. As Despesas Pessoais subiram 0,13% (0,10% no período anterior), enquanto que na categoria Educação os preços subiram 0,06% (contra 0,05%).
O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos
Inflação na China
Na China, o governo decidiu nesta quarta-feira congelar os preços de alguns serviços que ainda administra pelo resto do ano, no mais recente sinal da preocupação de Pequim com a inflação no país. O governo chinês também advertiu para a importância de manter sob controle os preços livres durante feriados nacionais no início de outubro, já que estes custos têm impacto direto sobre o "desenvolvimento, reforma e estabilidade" do país.
"A garantia de estabilidade dos preços também criará as condições favoráveis para a abertura do Congresso do Partido Comunista, em 15 de outubro", sinalizaram seis ministros em comunicado. O governo ainda administra uma série de preços, incluindo as tarifas de serviços públicos, transportes e combustíveis. Na nota oficial, o governo afirma que, em princípio, não fará nenhum reajuste nos preços administrados até o fim do ano.
"Todas as atuais regras sobre os preços de bens e serviços controlados pelo governo devem ser rigorosamente cumpridas. Qualquer aumento de preços não autorizado deve ser proibido", afirmou o governo no comunicado.
Surpresa nos EUA
O índice de preços ao consumidor norte-americano registrou uma inesperada queda de 0,1% em agosto, o primeiro recuo desde outubro, mas o núcleo do indicador subiu como esperado. Analistas econômicos aguardavam que o índice de preços, geralmente acompanhado de perto pelo mercado por ser a principal medida de inflação do governo, ficasse inalterado em agosto, depois da alta de 0,1% em julho.
Excluindo os preços de energia e alimentos, pela sua volatilidade, o chamado núcleo de inflação subiu 0,2% no mês passado, em linha com as estimativas e com a variação de julho, informou o Departamento de Trabalho. Os custos de energia caíram 3,2% no mês passado, a maior queda desde outubro, enquanto que os alimentos subiram 0,4% no período.