A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) foi de 1,96% em junho, contra uma taxa de 1,52% registrada no mês anterior. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 de maio e 10 de junho. O índice já acumula alta de 6,51% no ano e de 12,71% nos últimos 12 meses.
Os preços no atacado subiram 2,21% em junho, acima da variação registrada no mês anterior (1,91%), mas os das matérias-primas brutas sofreram desaceleração, passando de uma taxa de 3,36% para 2,64% em junho. Os principais destaques foram arroz em casca (de 31,95% para 13,22%), milhão em grão (de 2,79% para –2,93%) e leite in natura (de 5,56% para 1,83%). Os dados estão em relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado nesta quarta-feira.
Já os preços no varejo subiram 0,93% em junho, contra uma alta de 0,67% em maio, puxados principalmente pelos alimentos (de 1,70% para 2,40%). Os produtos que mais aumentaram foram hortaliças e legumes (de 5,06% para 10,28%), arroz e feijão (de -2,28% para 7,82%), carnes bovinas (de 2,12% para 5,14%) e aves e ovos (de -1,45% para 2,64%). Também contribuíram para a aceleração do índice os grupos habitação (de 0,10% para 0,32%); educação, leitura e recreação (de 0,01% para 0,54%) e despesas diversas (de 0,08% para 0,11%). No sentido oposto ficaram vestuário (de 0,93% para 0,16%), transportes (de 0,27% para 0,14%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,78% para 0,72%).
O custo da construção civil registrou em junho uma inflação de 2,66% - acima do resultado do mês anterior, que foi de 0,85%, puxado pela alta dos materiais, dos serviços e da mão-de-obra.
Redução em SP
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 1,26% na segunda prévia de junho. Na primeira quadrissemana do mês, o índice foi de 1,30%. Essa variação corresponde à média ponderada semanal do período de 16 de maio a 15 de junho, comparada aos 30 dias imediatamente anteriores sobre os preços dos produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre 1 e 20 salários mínimos. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira.
Dos sete grupos pesquisados, quatro apresentaram redução no rítmo de correções e a maior desaceleração ocorreu em vestuário que oscilou 0,77% ante 1,30 da pesquisa anterior. Os alimentos continuaram a pressionar a inflação com alta de 3,66%, mas com menos força, já que na primeira quadrissemana havia subido 3,68%.
Outro grupo em processo de recuo é o de habitação que manteve a taxa positiva em 0,69%, porém, abaixo da anterior - 0,73%. Na semana passada, o economista Márcio Nakane, coordenador da pesquisa da Fipe, havia previsto que este grupo deve encerrar o mês com alta de 0,34%. Em transporte, a taxa atingiu 0,28%, um ponto percentual inferior à registrada na primeira prévia. Já os grupos em aceleração foram: despesas pessoais, com 0,76% ante 0,74%; saúde, com 0,36% ante 0,35%, e educação, com 0,06% ante 0,02%.