Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Alimentos e vestuário elevam Inflação em SP

A inflação ao consumidor em São Paulo acelerou para 0,49% na terceira quadrissemana de maio, pressionada sobretudo por alimentos e vestuário. O dado segue a taxa de 0,39% apurada na segunda quadrissemana, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira. (Leia Mais)

Quarta, 26 de Maio de 2004 às 06:29, por: CdB

A inflação ao consumidor em São Paulo acelerou para 0,49% na terceira quadrissemana de maio, pressionada sobretudo por alimentos e vestuário. O dado segue a taxa de 0,39% apurada na segunda quadrissemana, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.

O grupo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que registrou a maior alta no período foi novamente Saúde, cujos preços subiram em média 1,73%, mas a elevação foi menor que na segunda quadrissemana. Já Alimentação teve avanço maior, de 0,70% contra 0,34% no período anterior.

Os preços de Vestuário passaram de queda na segunda quadrissemana para alta de 0,27%. A inflação da terceira quadrissemana corresponde ao período de 23 de abril a 23 de maio, comparado com as quatro semanas imediatamente anteriores.

A taxa é a maior registrada desde janeiro, quando o IPC ficou em 0,65%, mas vem subindo desde o início de abril. Em abril, no mesmo período, o IPC havia registrado alta média de 0,17% nos preços. Na semana passada, referente à segunda quadrissemana de maio, a taxa ficou em 0,39%.

Nos demais itens que compõem a pesquisa de preços da Fipe, foram estas as variações: Alimentação (0,70%); Despesas Pessoais (0,42%); Habitação (0,25%);  Transportes (0,39%); Vestuário (0,27%); e Educação (0,03%).

Remédios em alta

Coordenador do IPC, na Fipe, Paulo Picchetti, manteve sua projeção de inflação de 0,35% em maio. Neste mês, principalmente no início, os preços têm sido pressionados, basicamente, pela alta dos remédios.

Picchetti considerou, no entanto, que o impacto da alta dos remédios vai diminuir até o final de maio, embora no indicador fechado do mês ainda exercerá pressão de aproximadamente 0,05 ponto percentual.

- Até a primeira quadrissemana de junho, a pressão dos remédios tende a acabar. Está saindo remédios e entrando alimentos - previu. Os aumentos nos preços do petróleo no mercado internacional e a alta do dólar em maio, segundo o economista, já causa preocupação também.

O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos. A Fipe, da Universidade de São Paulo, divulga os dados do IPC a cada semana.

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