Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Alimentos e combustíveis aceleram inflação

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,71% em junho, a maior desde janeiro. As maiores pressões vieram de alimentos e transportes, responsáveis por 70% da taxa, ou 0,50 ponto percentual. (Leia Mais)

Sexta, 09 de Julho de 2004 às 08:58, por: CdB

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,71% em junho. As maiores pressões vieram de alimentos e transportes, responsáveis por 70% da taxa, ou 0,50 ponto percentual. O número de junho foi o segundo maior do ano e segue a taxa de 0,51% em maio, acrescentou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira.

Economistas ouvidos pela Reuters previam, em média, uma leitura de 0,70%. Os preços de gasolina aumentaram 3,52 por cento --a maior contribuição individual, de 0,14 ponto percentual -,devido ao reajuste autorizado pela Petrobras em meados do mês passado.

Os preços de álcool combustível subiram 11,35%, em razão também do aumento da cana-de-açúcar. O grupo Transportes teve alta de custos de 1,58% em junho. Os custos de alimentos avançaram 0,72%, acima da alta de 0,23% em maio, em razão de problemas climáticos.

As principais altas foram registradas por cebola - 29% -, tomate - 28% -, hortaliças - 6,3% - e leite pasteurizado - 5,3%. Segundo Marcelo Ávila, economista-chefe da Global Station, "o movimento de alimentos não é mais para cima, nos próximos períodos vamos perceber desaceleração desses preços".

Taxa elevada em julho

Ainda assim, muitos economistas esperam uma maior aceleração da inflação em julho, em razão da continuidade das pressões dos combustíveis e da entrada de novas, como preços administrados. Uma sondagem com 10 instituições financeiras mostrou na semana uma taxa média de 0,86% para julho. O IBGE acrescentou que no ano, o IPCA tem alta de 3,48% e nos últimos 12 meses, de 6,06%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,50 por cento em junho, ante alta de 0,40% em maio. O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Goiânia. O INPC apura os preços para famílias com rendimento de até 8 salários.

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