Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Alimentação eleva o IPC-S a 0,86%

Quarta, 13 de Abril de 2005 às 16:28, por: CdB

O grupo Alimentação, com variação de 1,09%, foi o principal fator para elevar a 0,86% a inflação no varejo medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas, no período de 8 de março a 7 deste mês. O resultado é superior em 0,16 ponto percentual ao da semana anterior.

O economista André Furtado Braz, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, informou que entre janeiro e março, por efeitos sazonais, a maior influência foi dos itens Hortaliças, Legumes e Frutas. E que passado o período, os alimentos continuaram pressionando de forma atípica, talvez em função da seca que atingiu o sul do país. Outros produtos importantes na cesta de consumo mostraram alteração nos preços, como laticínios, arroz, feijão e óleos e gorduras, com destaque para óleo de soja, cuja pressão chegou ao varejo.

O grupo Transportes, com alta de 2,76%, exerceu a segunda maior influência no índice, segundo Braz. "O ônibus urbano é o principal dos tipos de transporte público, com reajustes em São Paulo e Porto Alegre, mas em paralelo a isso nós estamos captando também os aumentos praticados em metrô e barcas no Rio de Janeiro, e táxi em Recife." Os combustíveis mostraram taxas negativas no período.

Nas capitais, Porto Alegre registrou a maior inflação, com 1,74%, devido ao reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) a partir de 1º de abril, que teve impacto direto nas três principais contas de preços administrados: telefone fixo e móvel e energia elétrica residencial. Em paralelo, as tarifas de ônibus urbano, de água e de esgoto residencial também exerceram pressão. A segunda maior taxa de inflação foi apurada em São Paulo, com 1,27%.

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