O Alibaba vai investir pesadamente em iniciativas existentes e novas no exterior, transformando seus esforços para além do mercado chinês em uma prioridade, disse o novo presidente-executivo da companhia, Daniel Zhang.
A grande maioria da receita do Alibaba vem de suas plataformas online
O Alibaba vai investir pesadamente em iniciativas existentes e novas no exterior, transformando seus esforços para além do mercado chinês em uma prioridade, disse o novo presidente-executivo da companhia, Daniel Zhang.
As declarações de Zhang vêm em um momento em que o Alibaba busca manter seu rápido crescimento mesmo enquanto pairam sobre a companhia perspectivas de saturação do comércio eletrônico em seu mercado doméstico.
- Devemos, absolutamente, globalizar - disse Zhang no primeiro discurso desde assumir seu novo cargo nesta semana, segundo relato divulgado nesta quinta-feira no site de notícias e comentários do Alibaba, o Alizila.
A grande maioria da receita do Alibaba vem de suas plataformas online dominantes em seu mercado doméstico, mas a companhia tem investido em uma série de setores no exterior. Nesta semana, a empresa anunciou que vai montar uma base de computação em nuvem em Dubai e que aumentou sua fatia na varejista eletrônica norte-americana Zulily.
O Alibaba diz que alguns de seus maiores mercados estrangeiros incluem o Brasil e a Rússia. A companhia e suas afiliadas também estão fazendo avanços na China, onde mantêm conversas com a fabricante de telefones Micromax Informatics (IPO-MINF.NS) para comprar uma fatia de US$ 1,2 bilhão, segundo diversas fontes com conhecimento direto do assunto.
Velocidade da Internet
A China vai acelerar o desenvolvimento de suas redes de banda larga de alta velocidade para aumentar a velocidade da Internet e cortar os preços, problemas antigos num país onde muitas pessoas ainda não têm acesso à web.
As empresas de telecomunicações devem tomar ações rápidas para reduzir preços e aumentar a velocidade de banda larga urbana em cerca de 40 por cento, segundo comunicado emitido no final da quarta-feira pelo Conselho de Estado da China.
O comunicado não disse quanto investimento será necessário, mas autoridades já haviam reservado cerca de 2 trilhões de iuanes (US$ 322 bilhões) para melhorar a infraestrutura de banda larga da China até 2020.
A taxa de penetração da Internet no país alcançou apenas 47,9 % no ano passado, com a conectividade especialmente baixa em cidades menores e áreas rurais. Isso se compara a cerca de três quartos da população nos Estados Unidos.
O comunicado do gabinete acrescentou que a China olhará a abertura do mercado de telecomunicações e vai encorajar concorrência maior, incluindo através da expansão de um esquema piloto para serviços de banda larga neste ano.
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