Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2026

Aliança de centro-esquerda vai disputar 2010 com Dilma presidente, avalia Tarso Genro

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu neste domingo a manutenção da base aliada e a constituição de uma aliança de centro-esquerda para as próximas eleições presidenciais. Mesmo mostrando indisposição em comentar a corrida presidencial de 2010, a ministra aceitou falar "em tese" sobre o assunto. Problemas no Rio e interior de São Paulo foram considerados 'residuais'

Domingo, 05 de Outubro de 2008 às 08:20, por: CdB

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu neste domingo a manutenção da base aliada e a constituição de uma aliança de centro-esquerda para as próximas eleições presidenciais. Mesmo mostrando indisposição em comentar a corrida presidencial de 2010, a ministra aceitou falar "em tese" sobre o assunto.

Dilma é a preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a corrida sucessória, mas tem evitado comentar suas perspectivas na disputa eleitoral. Além de Dilma, os ministros Tarso Genro (Justiça) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) participaram de um ato político de apoio à Maria do Rosário, candidata do PT à prefeitura da capital gaúcha, no início desta manhã em Porto Alegre.

– É impossível governar o Brasil se não houver uma base de sustentação que dê condições de executar um programa de transformação como o nosso – disse a ministra a jornalistas.

Na sua opinião, a formação de coalizões é uma "exigência da governabilidade" e uma tendência para os próximos pleitos.

– Acredito que nos próximos anos, 2010, 2014, a tendência seja não de um partido tipo Estados Unidos, mas de uma base de sustentação ampla, no nosso caso, uma base de centro esquerda – disse a ministra.

A questão assume importância, pois os resultados das eleições municipais deste domingo devem ter reflexos sobre o peso e a importância dois partidos da base aliada. Para o ministro Tarso Genro, se a preferência do presidente Lula por Dilma for confirmada, o PT deve seguir a tendência e escolher a ministra como candidata às próximas eleições.

– O presidente Lula nunca foi taxativo nesta questão, mas toda a sinalização que está dando é que se inclina preferencialmente pela Dilma, Se fizer isso, estaremos junto com ele – disse o ministro.

Analisando o quadro eleitoral, Tarso minimizou os possíveis efeitos negativos da divisão do eleitorado entre vários candidatos de esquerda e defendeu a importância da convivência e das alianças entre partidos de centro-esquerda.

– O centro-esquerda joga um papel muito importante no Brasil e na estabilidade do presidente Lula. Sou um aliancista histórico – disse. Dilma Rousseff e Tarso Genro votaram em Porto Alegre, ao lado de Maria do Rosário, candidata à prefeitura de capital gaúcha pelo PT.

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