A base governista ameaçou, nesta quinta-feira, não votar mais nenhum requerimento de convocação e de informação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos até que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) dê explicações oficialmente sobre a acusação de que ele seria o responsável pelo vazamento de informações sobre gastos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso.
- Não vamos votar nenhum requerimento nesta CPMI enquanto o senador Álvaro Dias não der explicações à CPMI. Se a senhora (Marisa Serrano, presidente da CPMI) colocar em votação, vou recorrer ao Plenário da sua decisão - disse o deputado Sílvio Costa (PMN-PE).
- Não temos condições de votar nada nessa CPI. Suspenda a pauta nessa CPI porque o nosso bloco não vai votar - completou o deputado Carlos Willian (PTC-MG).
A CPMI precisa votar 34 requerimentos de convocação de autoridades. Entre elas, está o que convoca a secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, acusada de elaboração dos dados do governo Fernando Henrique Cardoso.
Álvaro Dias se explicou nesta quinta-feira, sobre a acusação de ser o responsável pelo vazamento das informações, mas os parlamentares da base querem que ele seja convocado pela CPMI, mesmo que regimentalmente isso não seja possível.
- Álvaro não é suspeito nessa CPMI e tem todo o direito de que os requerimentos dele e de outros autores sejam votados aqui. Se não formos votar mais nada, não tem por que continuar a CPMI - rebateu a presidente da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
Convocação rejeitada
A base governista cumpriu, no final da manhã, a orientação de rejeitar todos os requerimentos de convocação de autoridades na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos e rejeitou o que pedia o depoimento da secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Ela é acusada de ser a responsável pela elaboração de banco de dados sobre gastos da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso. O requerimento foi rejeitado por 13 votos a seis.