Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Aliados: hipocrisia e cinismo no Oriente

Quarta, 20 de Abril de 2011 às 04:35, por: CdB

Na Espanha a Ministra da Defesa, Carme Chácon, anuncia mais ataques a Líbia. De forma irresponsável e ilegal ela fala em atacar as forças leais ao presidente Muamar Kaddhafi, o que é proibido pela Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU. A Resolução aprovou aquela  fictícia "zona de exclusão aérea" que seria adotada unicamente - é o que ela estabelece - para a proteção às populações civis do país.

Carme Chácon obriga, assim, seu homólogo francês, ministro Gerard Longuet, a desmentir um suposto desembarque de tropas da Aliança (comandada formalmente pela Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN) na Líbia. Só que a França, quando desmente, ao mesmo tempo fala em enviar instrutores militares para assessorar os rebeldes...

Já na Síria o regime suspende a lei de emergência em vigor há 48 anos - desde 1963 -  mas reprime com violência, tiros e bombas de gás as manifestações em Homs (cidade de 700 mil habitantes), prende lideres da oposição e aumenta a repressão.

Na Síria, como no Yêmen, no Bahrein e no Qatar nada da OTAN ou da União Européia (UE) intervir. Nem sequer um protesto, ainda que formal! Nada. Silêncio total. E olha que no Iêmen, apesar de praticamente ignorada pela mídia, a rebelião contra o governo continua e ontem na capital, Sanaa, cinco manifestantes foram mortos pela repressão.

Explicação para isto? É que no Iêmen e nos dois emirados os regimes são como o da Arábia Saudita, servem aos interesses das potências ocidentais, Estados Unidos à frente. E Tio Sam, agora, posa de atuar num segundo plano, graças ao papel assumido pela UE e a OTAN à frente das ações da Aliança na Líbia.


.

Tags:
Edições digital e impressa