Rio de Janeiro, 14 de Outubro de 2026

Aliados disputam Presidência do Congresso

Mal terminaram as eleições municipais, entra em cena a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Os partidos também deram início, de imediato, às articulações para as eleições às presidências do Senado e da Câmara. Na disputa, dois aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam-se, de um lado o PT, que sonha com o comando do Senado, e do outro o PMDB, que planeja ficar com as duas Casas. Eleições municipais alteram o equilíbrio de forças entre partidos

Terça, 28 de Outubro de 2008 às 11:14, por: CdB

Mal terminaram as eleições municipais, entra em cena a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Os partidos também deram início, de imediato, às articulações para as eleições às presidências do Senado e da Câmara. Na disputa, dois aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentam-se, de um lado o PT, que sonha com o comando do Senado, e do outro o PMDB, que planeja ficar com as duas Casas.

Presidente nacional do PMDB, o deputado Michel Temer (SP) jantou na véspera com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para discutir as articulações do partido na disputa. Jucá, que deseja preservar a unidade da base aliada, quer colocar panos quentes na disputa entre as várias facções peemedebistas. Temer, por sua vez, insiste em ser candidato à Presidência da Câmara, mas aceita um acordo entre PMDB e PT no Senado. Nos bastidores, porém, Temer ainda enfrenta candidatos alternativos, como o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), líder do grupo conhecido como Baixo Clero (que reúne parlamentares menos expressivos da Câmara), e Rita Camatta (ES) e Osmar Serraglio (PR), que também se colocam como candidatos.

Na Câmara, PT e PMDB estão fechados em torno de Temer, como parte do acordo que eleigeu o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Casa, em 2006. Temer, porém, ainda vê nuvens no horizonte dessa composição com a tendência de o PMDB lançar candidato próprio no Senado e retirar o apoio ao líder petista Tião Viana (AC). A oposição, por sua vez, promete apoio ao nome do PMDB caso ele seja aliado ao DEM e PSDB. O nome de José Sarney (PMDB-AP), no entanto, passa como agregador entre governo e oposição.

Novos parlamentares

Dos 92 deputados federais candidatos a prefeito ou a vice nas eleições municipais deste ano, 12 foram eleitos em primeiro turno – 13% do total – e cinco, no segundo pleito (5,4%). Ao todo, 18,4% dos parlamentares que se candidataram conseguiram cargo em prefeituras. Os deputados Nelcimar Fraga (PR-ES), Custódio Matos (PSDB-MG) e Carlito Merss (PT-SC) se elegeram para prefeito no segundo turno. Os deputados Carlos Souza (PP-AM) e Frank Aguiar (PTB-SP) ocuparão a vice-prefeitura.

Os parlamentares eleitos agora precisam renunciar ao mandato na Câmara para assumir o posto na prefeitura. A partir daí, os partidos, cumprindo a numeração de suplentes feita pela Justiça Eleitoral, substituirão as vagas. Dos três senadores que concorriam a prefeituras – Patrícia Saboya (PDT-CE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Almeida Lima (PMDB-SE) – nenhum conseguiu se eleger ou pelo menos disputar o segundo turno.

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