A Justiça da Colômbia ainda pode levar meses até decidir sobre se o presidente Alvaro Uribe poderá ou não concorrer a um novo mandato, mas analistas de política dizem que os aliados do dirigente não estão perdendo tempo e já tentam influenciar a decisão.
Uribe distanciou-se de comunicados feitos por simpatizantes prometendo tentar reelegê-lo mesmo que a Corte Constitucional, composta por nove membros, rejeite uma emenda, já aprovada pelo Congresso, que permite a candidatura dele no pleito de 2006.
O presidente diz que obedecerá à decisão do Judiciário. Mas o senador Mario Uribe, primo dele, sugeriu que os colombianos poderiam votar no dirigente mesmo se a corte considerar a candidatura ilegal.
O apelo se seguiu a um pedido feito por aliados de Uribe de realizar um plebiscito aprovando diretamente a emenda constitucional caso a Justiça decida contra a medida.
- Essa é uma forma suja de pressionar o Judiciário, mas pode ser eficiente porque os juízes não podem deixar de se sentir pressionados pelos altos índices de aprovação do presidente - disse Mauricio Romero, analista de política da Universidade Rosario, de Bogotá.
Uribe conta com apoio de mais de 70% da população enquanto 67% diz desejar que ele continue no cargo por mais quatro anos.
O presidente é também um aliado dos EUA e dos mercados norte-americanos por ter reduzido a violência relacionada com a guerra civil iniciada 40 anos atrás no país.
Analistas afirmam não poder prever como a corte, que já decidiu contra outras iniciativas de Uribe no passado, agirá.
Aliados de Uribe pressionam Judiciário por reeleição
Quinta, 31 de Março de 2005 às 13:36, por: CdB