Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2026

Aliado de Renan é alvo de três processos no STF

Membro da tropa de choque do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) responde a três processos no Supremo Tribunal Federal (STF). (Leia Mais)

Quinta, 04 de Outubro de 2007 às 08:45, por: CdB

Membro da tropa de choque do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) responde a três processos no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar pode ser o próximo a enfrentar uma investigação por quebra de decoro no Conselho de Ética. O PSOL vai analisar se as denúncias contra o senador implicam em falta de decoro.

O inquérito mais recente chegou na última segunda-feira ao tribunal e se refere a uma denúncia do Ministério Público Federal de crime contra a ordem tributária, como a falta de recolhimento de Imposto de Renda.

Reportagem publicada na imprensa nacional na última quarta-feira, afirma que o senador sonegou R$ 4,1 milhões de imposto enquanto esteve no comando da Asoec (Associação Salgado de Oliveira de Educação e Cultura), entidade mantenedora da Universo, Universidade Salgado de Oliveira.

Salgado disse que comandou o grupo até assumir, em fevereiro de 2003, o mandato na vaga do ministro das Comunicações, Hélio Costa, de quem era suplente. A entidade controla universidades com unidades em 11 cidades do país. De acordo com uma investigação da Receita Federal, a Asoec descontou imposto ao pagar funcionários e prestadores de serviço e não o repassou ao Fisco.

O Ministério Público Federal informou que o imposto foi sonegado entre março de 2003 e dezembro de 2005. O total devido pode superar os R$ 4,1 milhões. O inquérito foi para o Supremo depois que Salgado assumiu a vaga de senador, o que lhe garante foro privilegiado.

O senador afirma que se houve irregularidade vai pagar o que deve, mas que estão politizando o assunto.

— Inquérito não é condenação, não se pode transformar isso em fato político. Se tiver condenação, vamos pagar — disse. Ele diz que seria demais alguém querer investigar o assunto no Conselho de Ética, porque é um fato empresarial e anterior ao mandato.

O inquérito no Supremo está com a ministra Cármen Lúcia. O ministro Celso de Mello também é responsável por outro inquérito, aberto em junho, que também acusa o senador de crime contra a ordem tributária. Há ainda um terceiro inquérito, de maio do ano passado, com Marco Aurélio Mello sobre aposentadoria proporcional. O STF não informou detalhes desse processo.

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