Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Ali Khamenei afirma que Irã não cederá em seus direitos nucleares

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que o país não dará um passo atrás em seus direitos na área nuclear e que foram estabelecidos limites para sua equipe nas negociações sobre o controverso programa nuclear prestes a serem retomadas nesta quarta-feira em Genebra.

Quarta, 20 de Novembro de 2013 às 10:26, por: CdB
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O Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, senta próximo a um retrato do falecido líder aiatolá Ruhollah Khomeini em Teerã
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que o país não dará um passo atrás em seus direitos na área nuclear e que foram estabelecidos limites para sua equipe nas negociações sobre o controverso programa nuclear prestes a serem retomadas nesta quarta-feira em Genebra. Negociadores do Irã e de seis potências mundiais se reunirão por dois dias na cidade suíça pela segunda vez neste mês, depois que na primeira rodada de reuniões faltou pouco para que chegassem a um acordo provisório, o qual só não foi possível, segundo diplomatas, por causa da insistência iraniana no direito de enriquecer urânio e as preocupações da França quanto a um reator iraniano de água pesada. - Nós insistimos que não vamos recuar um milímetro em nossos direitos - disse Khamenei em um discurso para dezenas de milhares de voluntários da milícia Basij em Teerã, transmitido ao vivo pela emissora iraniana Press TV, com tradução para o inglês. Mas Khamenei, a autoridade mais poderosa do Irã, disse: "Nós não interferimos nos detalhes dessas conversações. Há certas linhas vermelhas e limites. Isso tem de ser observado. Eles estão orientados a respeitar esses limites." - Eles não deverão ter medo do que o inimigo diz - afirmou. Em uma provável referência às sanções impostas ao Irã pela Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos e União Europeia por causa de suas atividades nucleares, Khamenei disse: "Eles pretendem aumentar a pressão sobre o Irã. Os iranianos não vão sucumbir a ninguém sob pressão." - Eles deveriam saber que a nação iraniana respeita todas as nações do mundo, mas nós vamos esbofetear os agressores na cara de tal modo que eles nunca esquecerão - declarou Khamenei, sem se referir especificamente a nenhum país. Khamenei fez um longo relato do que disse terem sido crimes históricos e esforços em andamento do Ocidente e dos EUA para conquistar a hegemonia no Oriente Médio, mas depois, contudo, ele observou: "Nós queremos manter relações amigáveis com todos os países, até mesmo os Estados Unidos. Nós não somos hostis à nação norte-americana. Eles são como as outras nações do mundo." - Morte à América - gritaram os milicianos, em resposta, repetindo um dos principais slogans das manifestações dos partidários da República Islâmica. O líder iraniano criticou a França. No domingo, o presidente francês, François Hollande, garantiu a Israel que a França vai continuar a se opor ao alívio das sanções econômicas contra o Irã até estar convencida de que o país abandonou qualquer esforço para produção de armas nucleares. Khamenei disse que as autoridades francesas estavam "não apenas sucumbindo aos interesses dos Estados Unidos, mas se ajoelhando diante do regime israelense". Sanções Na véspera, o presidente dos EUA, Barack Obama, detalhou alguns aspectos das negociações em torno do futuro do programa nuclear do Irã e do afrouxamento das sanções contra o país. Ele afirmou que o possível acordo não vai impactar as restrições bancárias, nem os controles sobre o petróleo. Uma decisão "nos daria um período de tempo - vamos dizer seis meses - durante o qual nós poderíamos conferir se eles estão dispostos a alcançar um estado no qual nós, os israelitas e a comunidade internacional possamos dizer com confiança que o Irã não quer criar uma arma nuclear", disse Obama. O presidente afirmou ainda não acreditar que o acordo seja alcançado nesta semana, em Genebra. Obama sofre com críticas de opositores que acreditam que os EUA e seus aliados podem reduzir as sanções a Teerã sem provas mais robustas do compromisso do país pelo fim de seu programa nuclear. Para defender a negociação, ele explicou que as sanções que realmente impactam o Irã não seriam retiradas. – Parte da razão pela qual eu acredito que o acordo não vai ruir é porque nós não estamos atuando sobre as sanções mais poderosas: as sanções sobre o petróleo, sobre o sistema bancário, sobre os serviços financeiros. Esses são os que realmente reduzem uma boa parte da economia iraniana – disse. Em entrevista a executivos no encontro anual do Conselho de CEOs do Wall Street Journal, o presidente americano disse estar disposto a aceitar uma revisão por partes do sistema de imigração norte-americano. Ele afirmou também que sua administração está considerando refazer o website problemático do recém-lançado sistema de saúde.
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