O alerta no sudeste asiático é maior depois do atentado de terça-feira em Jacarta, perante os novos avisos de possíveis acções terroristas de retaliação pela condenação de um dos responsáveis pelo atentado de Bali.
Analistas dentro e fora da Indonésia temem que possam ser desencadeadas novas acções terroristas, visando quer símbolos nacionais e edifícios do governo quer locais frequentados por estrangeiros.
Os próprios governos australiano e norte-americano voltaram a a alertar os seus cidadãos na Indonésia e noutras nações do sudeste asiático para evitarem locais públicos e normalmente frequentados por estrangeiros.
O atentado de terça-feira, num hotel no centro de Jacarta, representa para muitos analistas na região um sinal de que as organizações terroristas na Indonésia continuam activas, apesar das dezenas de detenções que se seguiram ao atentado de Bali.
Crescem paralelamente as pressões sobre o governo indonésio, acusado de não ter feito o suficiente para combater células terroristas activas no país e de continuar a rejeitar uma mais estreita colaboração com outras nações.
Por este motivo, vários governos da região reforçaram as suas medidas de segurança desde o atentado de Bali.
"O incidente em Jacarta mostra que não podemos facilitar", disse o ministro dos Assuntos Internos de Singapura, Wong Kan Seng, avisando os seus cidadãos de que terão de "habituar-se a viver" com a ameaça constante de mais atentados.
"Não podemos guardar todos os locais públicos sempre.
Bombas colocadas por terroristas determinados podem explodir a qualquer altura", avisou.
A Tailândia também ordenou às agências de segurança que aumentem os níveis de controlo, em especial em zonas frequentadas por turistas.
Nas Filipinas, já a braços com acções terroristas internas, a segurança foi aumentada com o envio de mais efectivos e de cães treinados na detecção de engenhos explosivos para os centros comerciais e outros locais de grande afluência.
Ensaios para o caso de emergências foram já realizados no centro financeiro de Makati, em Manila, tendo a segurança sido incrementada no aeroporto.
Também na Malásia foi reforçada a segurança, paralelamente a apelos para maior cooperação regional na prevenção e combate ao terrorismo.
Hoje, quer o primeiro-ministro, Mahathir Mohamad, quer o seu adjunto, Abdullah Ahmad Badawi, avisaram que os ataques terroristas vão continuar até que as questões políticas que lhes dão origem sejam resolvidas.
"Consideramos que a estratégia dos Estados Unidos não está a reduzir a ameaça de terrorismo e isto vai continuar durante anos", disse Mohamad, referindo-se a questões pendentes como a Palestina.
Em Jacarta, todos os grandes hotéis, centros comerciais e restaurantes da cidade reforçaram de imediato o seu sistema de segurança, nomeadamente instalando detectores de metais e câmaras.
Alerta no sudeste asiático depois de atentado de Jacarta
Quinta, 07 de Agosto de 2003 às 07:46, por: CdB