O presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, do PMDB, anunciou hoje a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar a atuação de milícias no estado do Rio. A proposta depende de decisão do plenário da Alerj, prevista para a próxima terça-feira. Mas Picciani disse não ter dúvidas de que os deputados vão validar a proposta.
Segundo Picciani, o caso de seqüestro dos jornalistas do jornal O Dia, que foram torturados por milicianos, na comunidade do Batan, na zona oeste, foi fundamental para a criação da CPI.
- Não tem limite à apuração. Doa a quem doer, bata na porta de quem bater - disse Picciani,. Ele acredita que a CPI será aprovada majoritariamente no plenário.
- Quando um agente pago pelo estado, armado pelo estado, tem a coragem de torturar jornalistas cumprindo a sua função de informar é que nós chegamos ao fundo do poço nessa questão das milícias. Tem que ter uma resposta dura - disse.
A CPI já tem três membros definidos: Marcelo Freixo será o presidente, Gilberto Palmares, o relator, e Paulo Melo um dos integrantes. No entanto ainda falta definir mais dois outros membros da comissão. De acordo com o deputado Marcelo Freixo, do PSOL, a CPI das Milícias será uma reposta à sociedade sobre a atuação dessas organizações em todo o estado.