Alerj ouve comandante e oficiais sobre morte de recruta da PM
A Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj realiza nesta quinta-feira, audiência extraordinária para apurar as circunstâncias que levaram à morte do recruta da PM Paulo Aparecido Santos de Lima.
O deputado disse que a audiência pública será fundamental para esclarecer os fatos e apurar as responsabilidades
A Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj realiza nesta quinta-feira, audiência extraordinária para apurar as circunstâncias que levaram à morte do recruta da PM Paulo Aparecido Santos de Lima. Ele sofreu queimaduras, insolação grave e perda dos rins após treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), no dia 12 de novembro. Paulo foi internado no Hospital Central da Polícia Militar, onde já chegou desacordado, e morreu na última sexta-feira.
Presidente da Comissão de Segurança, o deputado Iranildo Campos (PSD) convidou para a audiência o comandante do Cfap, coronel Nélio Monteiro Campos, e os oficiais responsáveis pelo treinamento dos recrutas. O parlamentar criticou duramente a falta de assistência médica na unidade e a aplicação de exercícios físicos não previstos na programação original.
- É inadmissível que, naquele dia, o Cfap não tivesse médico, ambulância nem desfibrilador para atendimento de emergência. Como pode isso em uma unidade com 2 mil alunos? O cronograma de atividades não incluía exercícios físicos para os recrutas. Esse tipo de atividade só poderia ocorrer após a segunda semana de treinamento - estranhou Iranildo.
O deputado disse que a audiência pública será fundamental para esclarecer os fatos e apurar as responsabilidades. “A morte desse jovem causa revolta e indignação. Vamos mostrar os erros e excessos cometidos para que nunca mais se repitam”, concluiu. A audiência será na sala 316 do Palácio Tiradentes.
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