Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Alencar defende mundanças no Conselho Monetário Nacional

Terça, 05 de Dezembro de 2006 às 16:02, por: CdB

O vice-presidente José Alencar defendeu nesta terça-feira mudanças no Conselho Monetário Nacional (CMN) e voltou a pedir a redução da taxa de juros.

- É necessário ampliar a participação no conselho -, disse Alencar, depois de participar de encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes do PRB.

O CMN é composto hoje pelo presidente do Banco Central e pelos ministros da Fazenda e do Planejamento. Além disso, Alencar disse que o Brasil precisa levar o custo de capital do Brasil a padrões internacionais.

- É preciso que o governo dê condições de tratamento igualitário às atividades produtivas nacionais para que haja condições de aproveitamento da potencialidade de crescimento dessa economia -, afirmou.

- O Brasil tem que se libertar desse regime de juros. A gente sente que há conscientização, não só dele (presidente Lula), como do governo como um todo, de que o Brasil tem que sair dessas amarras, que ele chama de destravamento, para crescer -, completou o vice-presidente.

Do contrário, disse ele, a situação se agrava no campo social.

- É preciso que economia seja próspera, forte e independente como meio para que se alcancem os objetivos sociais, porque todos eles demandam recursos -, destacou.

Alencar explicou que sua defesa constante da redução da taxa de juros tem um propósito.

- A gente, às vezes, fala a mesma coisa várias vezes, mas é bom, é preciso ter humildade para compreender que não é dizendo uma vez que o Brasil vai ouvir e entender -, disse.

Ele explicou por que se preocupa com o regime de juros no país ao dizer que "enquanto as atividades produtivas, que são de risco, não puderem remunerar com vantagem, os custos de capital, ou seja, os juros, é obvio que os investimentos ficarão muito aquém da potencialidade de crescimento da economia do país".

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