Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Alemanha pressiona Grécia a realizar reformas

A Alemanha manteve a pressão neste fim de semana para que a Grécia implemente as reformas. Desde 2010, Atenas depende de 240 bi de euros da UE e do FMI.

Domingo, 17 de Maio de 2015 às 08:38, por: CdB
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Atenas afirma não ter planos para um referendo no momento
Políticos alemães mantiveram a pressão neste fim de semana para que a Grécia implemente as reformas, com o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, alertando Atenas, durante uma entrevista, que um terceiro pacote de ajuda não estaria nos planos se os gregos não realizarem mudanças. A Grécia está rapidamente ficando sem recursos, e as negociações com os seus credores se encontram num impasse por conta das demandas para que os gregos façam as reformas, entre elas cortes nas aposentadorias e liberalização do mercado de trabalho. O ministro as Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, sugeriu na segunda-feira que a Grécia poderia precisar de um referendo para aprovar reformas econômicas difíceis, e Gabriel disse que tal votação poderia acelerar as decisões. Atenas afirma não ter planos para um referendo no momento. Gabriel, líder dos sociais-democratas, membros da coalizão da chanceler Angela Merkel, enfatizou que o governo grego precisa tomar uma atitude. - Um terceiro pacote de ajuda para Atenas é possível somente se as reformas forem implementadas. Não podemos simplesmente enviar dinheiro - disse a um jornal. O parlamentar conservador Markus Ferber afirmou à revista Der Spiegel que não havia maioria na Alemanha para o envio de um terceiro pacote de ajuda para a Grécia. Desde 2010, Atenas depende do dinheiro do socorro de 240 bilhões de euros da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pagar as suas contas. A Grécia não recebe nenhuma parcela dos recursos desde agosto. Na sexta-feira, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que o país havia chegado a um consenso básico com os credores internacionais, mas que o governo não recuaria dos seus limites, como, por exemplo, não cortar salários e pensões. Volker Kauder, líder parlamentar dos conservadores, grupo de Merkel, declarou a um jornal que a situação é “muito difícil” e que “os gregos devem mostrar que eles continuam no caminho acordado”.
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