O Ministro da Defesa da Alemanha, Peter Struck, afirmou neste dominogo que tropas alemãs podem participar da missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Iraque se a ação tiver aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU).
- Se as permissões relevantes da ONU estiverem acertadas e forem exigidas mais responsabilidades por parte da Otan, não teremos motivos para nos opor à atuação da Aliança no Iraque - disse Struck ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.
A Alemanha foi uma das principais oponentes, junto com a França, à invasão do Iraque liderada pelos EUA, o que provocou tensões nas relações do país com Washington.
O comentário de Struck é o mais recente sinal de dissipação dessas tensões, seguindo o elogio feito na sexta-feira pelo presidente norte-americano, George W. Bush, ao trabalho da Alemanha para a manutenção da paz no Afeganistão. Mas Struck ressaltou que a participação ainda está na "teoria".
Com os ataques quase diários aos norte-americanos, que resultaram na morte de pelo menos 55 soldados, e os custos mensais da campanha no Iraque chegando aos US$ 4 bilhões, os Estados Unidos intensificaram os pedidos aos governos europeus para dividir a tarefa de restaurar a paz no Iraque.
Ao jornal, Struck ressaltou os fortes laços que unem Alemanha e Estados Unidos e falou sobre as prioridades da Alemanha no envio de tropas a outros países.
- Nossa prioridade é assegurar a estabilidade na Europa, como nos Bálcãs. Em seguida, os interesses alemães estão em regiões como o Afeganistão, onde temos combatido o terrorismo internacional e mostrado solidariedade ao nosso principal parceiro na coalizão, os Estados Unidos - afirmou.
O ministro disse que há poucas chances de tropas alemãs participarem de missões de paz na África e descartou qualquer envolvimento do país na Libéria.