O caso foi desencadeado por um pagamento suspeito de 6,7 milhões de euros da Federação de Futebol Alemã (DFB) à Fifa em 2005
Por Redação, com Reuters - de Berlim:
Não foram encontrados indícios de que houve compra de votos na concessão da Copa do Mundo de 2006 para a Alemanha, embora a acusação não possa ser descartada por completo, afirmou uma firma de advocacia nesta sexta-feira em um relatório encomendado pela Federação de Futebol Alemã.
– Não temos provas de compra de votos – disse Christian Duve, da Freshfields, em uma coletiva de imprensa.
Não foram encontrados indícios de que houve compra de votos na concessão da Copa do Mundo de 2006 para a Alemanha
Ele disse não poder descartá-la de todo, entretanto, porque sua firma não conseguiu conversar com todos os envolvidos, incluindo Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa que foi afastado do futebol em função de outro escândalo de corrupção no esporte.
O caso foi desencadeado por um pagamento suspeito de 6,7 milhões de euros da Federação de Futebol Alemã (DFB) à Fifa em 2005. A DFB afirmou ter se tratado da devolução de um empréstimo de Robert Louis-Dreyfus, ex-chefe da Adidas, enquanto a revista Der Spiegel disse que o montante foi supostamente usado para comprar votos.
Duve disse que o pagamento da DFB de fato foi transferido para a Fifa em 2005, mas que não foi usado na cerimônia de abertura, como indicado em documentos.
– (O valor) foi transferido imediatamente para uma conta de Louis-Dreyfus – disse Duve.
A fabricante de artigos esportivos Adidas, patrocinadora de longa data da DFB, disse não estar ciente de tal pagamento.
O relatório também identificou um pagamento do então chefe da organização da Copa de 2006, Franz Beckenbauer, por meio de um banco suíço para a empresa de andaimes Kemco no Qatar, cujo dono é Mohammed Bin Hammam, ex-dirigente da Fifa caído em desgraça por acusações de corrupção.
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