Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2026

Alemanha descarta crise mundial após onda de terror

Na opinião do ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, os atentados nos EUA foram um ato de barbárie. Mas não significam, em si mesmos, o início de uma crise econômica generalizada

Quarta, 12 de Setembro de 2001 às 10:22, por: CdB

O ministro das Finanças alemão, Hans Eichel, reiterou nesta quarta-feira não ver necessidade para temores sobre uma crise econômica após os devastadores ataques nos Estados Unidos, dizendo que os efeitos devem ser limitados. "Os mercados reagiram sensivelmente. Não há razão para montar um cenário de crise", disse Eichel em uma coletiva de imprensa. Dois aviões destruíram as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e um terceiro atingiu o Pentágono em Washington na terça-feira. Eichel elogiou a cooperação do G7 (grupo dos sete países mais industrializados) e dos bancos centrais após os ataques, acrescentando que o Banco Central Europeu (BCE) agiu rapidamente na terça-feira para injetar dinheiro com o objetivo de prevenir um aumento nas taxas de juros do mercado. Sobre o não fechamento dos mercados europeus, como ocorreu nos Estados Unidos, Eichel disse que "houve um acordo mútuo muito raápido de que tínhamos que evitar o máximo possível uma ampliação das consequências (do ataque)". O ministro disse ainda não haver razão imediata para reduzir sua previsão de crescimento para a economia alemã.

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