Uma corte da Alemanha condenou, nesta sexta-feira, o marroquino Mounir al-Motassadek a sete anos de prisão por sua ligação com o grupo que promoveu os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Motassadek já havia sido condenado em 2003 em Hamburgo por suas ligações com o ataque, mas um novo julgamento foi marcado após a apelação de seus advogados. O marroquino é a única pessoa condenada até hoje por sua conexão com os atentados que mataram mais de 3 mil pessoas em 2001.
Segundo a agência Reuters, não está claro ainda se a condenação de sexta-feira se refere apenas à acusação de ligação com o grupo que realizou o ataque e se ele poderá ainda ser julgado pela acusação de participação nos ataques em si.
<b>Amizade</b>
Motassadek havia admitido ser amigo de um grupo de três dos sequestradores suicidas que participaram dos ataques de 11 de setembro e de ter freqüentado um campo de treinamento no Afeganistão.
Porém ele afirma não ter feito parte da conspiração para atacar Nova York e Washington.
O resultado do julgamento desta sexta-feira foi considerado uma surpresa. Após a absolvição de outro marroquino por acusações semelhantes em 2004, esperava-se que Motassadek também fosse absolvido.
A acusação afirmava que ele havia assinado o testamento de Mohammed Atta, acusado de ser um dos responsáveis pelos atentados, e havia sido apontado como procurador para a conta bancária de outro dos sequestradores suicidas.
Após o cancelamento da condenação anterior de Motassadek pela Suprema Corte da Alemanha, no ano passado, o novo julgamento recebeu novas informações - gravações de interrogatórios com suspeitos de pertencer à rede al-Qaeda feitas pelos Estados Unidos.
Uma dessas gravações indicava que Motassadek havia participado de acaloradas discussões anti-americanas na casa de Atta, mas também que ele não estaria a par do plano do 11 de Setembro.