Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Alemanha acredita que 'mesa-redonda' irá desarmar resistência na Ucrânia

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse nesta terça-feira na Ucrânia, que as conversas da "mesa-redonda" entre políticos e grupos civis nesta semana ajudem a desarmar separatistas pró-Rússia e a melhorar a atmosfera para as eleições marcadas para o fim deste mês.

Terça, 13 de Maio de 2014 às 08:26, por: CdB
frankwalter.jpg
O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier
O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse  nesta terça-feira na Ucrânia,  que as conversas da "mesa-redonda" entre políticos e grupos civis nesta semana ajudem a desarmar separatistas pró-Rússia e a melhorar a atmosfera para as eleições marcadas para o fim deste mês. Steinmeier encontrou-se com o primeiro-ministro Arseny Yatseniuk no aeroporto de Kiev antes de viajar para a cidade de Odessa, no Mar Negro, local de mortais confrontos entre forças ucranianas e rebeldes. A situação em partes da Ucrânia permanece “perigosa e ameaçadora”, disse o ministro alemão, acrescentando que a prioridade é que o máximo de eleitores possível participe das eleições de 25 de maio. - Nós também apoiamos seus esforços para lançar um diálogo nacional, sob controle da Ucrânia, aqui em seu país, por meio de mesas redondas - afirmou Steinmeier em uma coletiva de imprensa conjunta com Yatsenyuk. - Espero que sob essas condições seja possível tomar medidas para recuperar prédios ocupados e eventualmente desarmar grupos ilegais e restaurar o monopólio do Estado sobre a violência - afirmou o ministro da Alemanha. Yatseniuk agradeceu o diplomata alemão Wolfgang Ischinger, que chefia a Conferência de Segurança de Munique, por estar preparado para ser um dos moderadores da “mesa redonda”, a qual Kiev diz que pode começar nesta quarta-feira. O governo ucraniano tem se negado a dizer quais grupos vão participar das conversas, mas o presidente em exercício Oleksander Turchinov já disse que “terroristas" referindo-se a rebeldes não podem participar.
Tags:
Edições digital e impressa