Os alemães lembraram, nesta segunda-feira, os exatos 20 anos de um de seus momentos mais marcantes na história milenar daquele país. No dia 9 de novembro de 1989 caia o Muro de Berlim, responsável pela divisão física da Alemanha que se tornou o símbolo da Guerra Fria, por 28 anos. As celebrações lembraram a desintegração dos regimes comunistas da Europa Oriental, a reforma capitalista na União Soviética e a reunificação da Alemanha e do continente europeu.
A construção da barreira que dividia a capital alemã despontou na paisagem da cidade em apenas uma noite, do dia 12 para o dia 13 de agosto de 1961. O Muro foi resultado de um decreto aprovado pela Câmara do Povo da República Democrática Alemã (RDA) em 12 de agosto.
Inicialmente construída com arame farpado e blocos, a barreira foi substituída por uma série de muros de concreto que chegavam a cinco metros de altura e 120 km de extensão. A segurança era fortalecida por arame farpado, torres de vigilância, um campo minado e muitos guardas. A medida drástica foi uma reação à fuga de alemães do oeste que ameaçava a estabilidade da RDA, com a perda de cerca de 3 milhões de pessoas, a maioria trabalhadores qualificados, da classe média, e intelectuais.
Na noite de 9 de novembro de 1989, o mundo assistiu o momento em que alemães orientais romperam a barreira e apertaram as mãos dos compatriotas no Ocidente, após a inesperada abertura das passagens. Nesta segunda, a chanceler Angela Merkel, que cresceu na ex-Alemanha Oriental e cuja carreira política começou com a queda do Muro, recebeu diplomatas e líderes mundiais na famosa festa no Portão de Brandemburgo.