Presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) deixou o plenário emocionado, após anunciar a cassação do mandato do deputado José Dirceu (PT-SP) e não quis comentar o resultado da voltação do parecer do Conselho de Ética. Ele se recusou a votar contra o ex-ministro-chefe da Casa Civil. O líder do PSB na Casa, Renato Casagrande (ES), disse que "criou-se um clima de necessidade de proteção da Câmara, que levou a esse resultado".
Segundo o deputado socialista, "tudo o que José Dirceu criou na sua história política ficou menor que o ambiente criado nos últimos meses". Casagrande destacou que não houve, nesse julgamento, intervenção do governo federal ou movimentação coordenada da base aliada:
- O deputado foi julgado de forma individual.
Já o líder do PSDB, deputado Alberto Goldman (SP), considerou "constrangedor" o momento político após a cassação. Disse que o ato foi "necessário para o país e o futuro das instituições".
Para o líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ), "os 13 próximos julgamentos recomendados pelo Conselho de Ética serão analisados caso a caso, de acordo com o envolvimento de cada um com o chamado mensalão". Segundo Maia, José Dirceu é "um lutador que não foi julgado por seus méritos históricos, mas por sua atuação nos últimos dois anos".
E a deputada Maria do Rosária (PT-RS) atribuiu a cassação do mandato de José Dirceu a uma tentativa da oposição de "criar uma intolerância política contra o PT".