Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Aldo e Chinaglia disputam o 'baixo clero'

A eleição para a Câmara dos Deputados está longe de um desfecho. Quem imaginava que a disputa iria se polarizar entre um candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) e outro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) errou feio. O atual presidente da Casa, o comunista Aldo Rebelo (SP), articulou nesta quinta-feira uma série de reuniões para tentar se manter no cargo e já mandou seu principal emissário ao "baixo clero", em busca de apoio à reeleição. (Leia Mais)

Quinta, 07 de Dezembro de 2006 às 10:34, por: CdB

A eleição para a Câmara dos Deputados está longe de um desfecho. Quem imaginava que a disputa iria se polarizar entre um candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) e outro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) errou feio. O atual presidente da Casa, o comunista Aldo Rebelo (SP), articulou nesta quinta-feira uma série de reuniões para tentar se manter no cargo. A decisão de se manter na disputa acirrou os ânimos na base do governo, mas o fato não parece tê-lo incomodado, pois ele garantiu, em conversa com jornalistas, pela manhã, que pretende concorrer contra o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

- Eu conheço os deputados. Tenho mantido conversações e continuarei conversando, respeitando a candidatura legítima de todo e qualquer partido. Mas não vejo necessidade alguma de precipitar o processo sucessório - disse.

Emissário de Aldo no "baixo clero", o segundo vice-presidente da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), começou a reunir o apoio dos deputados reeleitos para o próximo mandato pelos partidos da base governista. A ação de Ciro em prol do atual presidente, no entanto, decepcionou o petista Chinaglia, que esperava contar com o apoio do Partido Popular (PP).

Ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro afirmou, na noite desta quarta-feira, que não vê "a menor possibilidade" de a base aliada sair dividida nas eleições para a Câmara. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diz o ministro, "tem um contrato político" com o PT para apoiar a candidatura de Chinaglia, mas este acordo "jamais representará um impasse para conseguir um nome comum" entre governistas.

Em pleno exercício da velha diplomacia política sulina, o ministro gaúcho faz questão de deixar em aberto qualquer solução para a disputa entre o comunista e o petista:

- Tanto Aldo quanto Chinaglia são igualmente fortes. Mas teremos um candidato só - concluiu.

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