Além de inexpressivo, pouco inteligente
Nesta segunda-feira, finalmente, depois de tergiversar durante meses sobre o assunto, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, esclareceu que é e sempre foi a favor da reeleição. A frase, além de defender algo nocivo para o país, é de uma burrice inaudita: ajuda a que Aécio Neves e José Serra, que querem ser candidatos pelo PSDB em 2010, cruzem mesmo os braços na eleição presidencial deste ano.
Lista secreta...e comprometedora
Jornalistas tinham comentaram que o PT do Rio escondia a lista de candidatos a deputado porque alguns candidatos comprometeriam a imagem do partido, já chamuscada. Nesta terça-feira O Globo informou que há um recurso para impedir a candidatura do vereador Jorge Babu, aprovada na convenção. Babu já foi expulso do PT, tendo sido reintegrado pela direção nacional. Ele é aquele preso numa rinha de briga de galos com Duda Mendonça. Falam-se de Babu coisas mais graves, embora nada tenha sido provado. Mas as chances de a direção do PT aprovar o recurso e ele não ser candidato, de zero a dez, são zero.
A imprensa e as eleições bolivianas
Na segunda-feira, O Globo informou, em manchete: "Bolívia: governo terá que negociar reformas". Na terça: "Evo Morales não terá controle da Constituinte". Não deu destaque ao fato de que o MAS, partido de Evo, terá entre 132 e 135 das 255 cadeiras. Isso lembra a cobertura da imprensa brasileira nas eleições presidenciais de 1950, vencidas por Getúlio Vargas. Em seu livro Jornalismo político, Franklin Martins cita a primeira página da edição de 6/10/1950 do Diário de Notícias, jornal que, como todos, apoiava o Brigadeiro Eduardo Gomes. Ela dizia: "Progride a votação do Brigadeiro no Distrito Federal, em Minas e na Paraíba" [em letras grandes]. "Continua vencendo em quase todos os estados o sr. Getúlio Vargas" [abaixo, em letras pequenas].
Cala a boca, Roberto Carlos!
Roberto Carlos responsabiliza seus companheiros de defesa no lance do gol de Henry. Diz ele que o combinado era todos ficarem parados, para deixar o ataque adversário em impedimento. Ora, há dois comportamentos possíveis da defesa num lance como aquele: acompanhar os atacantes que se projetam na área depois de batida a falta, para marcá-los; ou adiantar-se pouco antes do lançamento, para deixar o